O bitcoin chegou ao maior valor de sua história na noite de quarta-feira (13), quando foi cotado acima de US$ 124 mil, cerca de R$ 668 mil na conversão atual. É a primeira vez que a criptomoeda ultrapassa esse patamar.
O recorde foi impulsionado pelo desempenho positivo das bolsas norte-americanas. O índice S&P 500 encerrou o pregão em alta pelo segundo dia seguido, enquanto a Nasdaq também atingiu novo pico. Analistas atribuem o bom humor à percepção de que as tarifas sobre produtos importados ainda não se refletiram integralmente nos preços ao consumidor, o que reduz temores de inflação. Além disso, cresce a expectativa de que o Federal Reserve reduza a taxa de juros básica em setembro.
Recuo nas primeiras horas de quinta-feira
Depois do salto, o bitcoin perdeu força na manhã desta quinta-feira (24) e era negociado a US$ 120.869 — aproximadamente R$ 651 mil — por volta das 8h (horário de Brasília).
Avanços regulatórios nos Estados Unidos
A valorização recente também reflete medidas do governo dos Estados Unidos para estimular o setor de criptoativos. Na semana passada, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que determina ao Departamento do Trabalho estudar a inclusão de criptomoedas em planos de aposentadoria. Neste ano, o Congresso aprovou o GENIUS Act, primeiro marco federal para stablecoins — moedas digitais atreladas ao dólar —, e a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) flexibilizou regras para empresas do segmento.
Prisão por sequestro com pedido de resgate em bitcoin
No mesmo dia em que o ativo alcançou o novo pico, a polícia informou a prisão de suspeitos de sequestrar uma aposentada e exigir R$ 3 milhões em bitcoin como resgate. Os detalhes da operação não foram divulgados.

Imagem: sequestrar aposentada e pedir resgate de via g1.globo.com
O último recorde da criptomoeda havia sido registrado em 14 de julho, quando bateu US$ 123,2 mil. Com a nova máxima, o bitcoin amplia a sequência de valorização observada ao longo de 2025.
Com informações de g1.globo.com
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