São Paulo – A Air Canada interrompeu por completo suas operações na madrugada deste sábado (16) depois que mais de 10 mil comissários de bordo iniciaram greve às 1h (5h no horário de Brasília). A paralisação afeta voos em todo o mundo, incluindo rotas que partem ou chegam ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Pela manhã, o painel do aeroporto indicava o cancelamento de três partidas – destinadas a Buenos Aires, Toronto e Montreal – e de duas chegadas, vindas de Toronto e Buenos Aires. O terminal orienta os passageiros a contatarem a companhia para obter informações atualizadas.
Impacto global
A suspensão deve atingir cerca de 130 mil viajantes por dia, entre eles 25 mil canadenses que podem ficar retidos fora do país. A Air Canada costuma operar aproximadamente 700 voos diários.
Em nota, a empresa lamentou os transtornos e recomendou que clientes com bilhetes afetados não se dirijam aos aeroportos. A companhia informou que enviará notificações sobre novos cancelamentos e ofereceu remarcação sem custo ou crédito para uso futuro.
Negociação sem acordo
As tratativas entre a Air Canada e o Sindicato Canadense dos Empregados Públicos (CUPE) se arrastam há oito meses. A empresa propôs aumento de 38% na remuneração total – incluindo benefícios e aposentadoria – ao longo de quatro anos. O sindicato rejeitou a oferta, alegando que o reajuste de 8% no primeiro ano não cobre a inflação.
Na sexta-feira (15), o CUPE recusou recorrer à mediação governamental, medida que impediria a greve. Com a paralisação já em curso, o governo canadense recorreu à Seção 107 do Código Trabalhista para pedir arbitragem obrigatória e determinar o retorno imediato às atividades, segundo a ministra do Trabalho, Patty Hajdu.
Reorganização pode levar uma semana
De acordo com o diretor de Operações da Air Canada, Mark Nasr, a normalização completa da malha aérea pode demorar até sete dias após um acordo provisório ser firmado. Enquanto isso, a empresa tenta realocar passageiros em outras companhias, mas alerta que a alta temporada limita a disponibilidade de assentos.
Passageiros em incerteza
Entre os afetados está o estudante canadense Alex Laroche, de 21 anos, que planejava viajar de Montreal para Nice, na França. Com hospedagens não reembolsáveis e gastos estimados em US$ 8 mil, ele relatou à agência Associated Press que, por ora, “é apenas um jogo de espera”.

Imagem: Christinne Muschi via g1.globo.com
A Air Canada reforça que clientes com voos atrasados ou cancelados têm direito a reacomodação, reembolso integral ou crédito, conforme determina a regulamentação sobre transporte aéreo.
Com informações de g1
Segundo a Agência de Transporte do Canadá, companhias aéreas devem oferecer assistência e compensação aos viajantes em situações de atraso ou cancelamento.
Você pode acompanhar outros desdobramentos da crise na editoria Internacional do Se Pôr Dentro.
Em meio à paralisação, fique atento às atualizações e consulte a companhia antes de se deslocar até o aeroporto. Se este conteúdo foi útil, compartilhe com quem possa ser impactado e continue acompanhando nossas notícias para novas informações.
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