Vitória (ES) – O período de frio intenso que já dura cerca de três meses na Região Serrana do Espírito Santo atrasou a colheita de tomate, comprometeu a quantidade colhida e provocou aumento expressivo no preço pago pelos consumidores.
Temperaturas abaixo do limite
Nos principais polos produtores do estado, Afonso Cláudio e Venda Nova do Imigrante, os termômetros marcaram 9,7 °C e 6,1 °C, respectivamente, segundo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). O tomateiro germina melhor entre 15 °C e 25 °C; para desenvolvimento, a planta tolera de 10 °C a 34 °C, de acordo com a Embrapa.
Colheita mais longa e produção menor
O produtor Cássio Gobbi lembra que, em condições normais, os primeiros frutos amadurecem em 70 dias, mas no inverno esse número sobe para 90. Com o frio prolongado, o ciclo ficou ainda maior e menos frutos chegaram ao ponto de maturação.
No caso do tomate-cereja, a queda na safra deve atingir 35% em relação ao ano passado, quando foram colhidas cerca de 380 t, estima o agricultor Bruno Cesconetto. “Estamos colhendo menos porque as temperaturas estão baixas há mais de 90 dias”, afirmou.
Impacto no bolso do consumidor
Em Vitória, o valor do engradado de 9 kg passou de R$ 58 para R$ 97 entre março e junho, alta de 67%, conforme levantamento do Dieese. Apesar da cotação mais alta, a receita do produtor não cresce na mesma proporção. “Se colhemos menos, o faturamento final fica igual”, explicou Cesconetto.
Alternativas para enfrentar o clima
Extensionista do Incaper, Evaldo de Paula aponta o cultivo em estufas como alternativa para controlar temperatura, pragas e doenças. Ele destaca ainda o avanço tecnológico adotado na região, que tornou o tomate capixaba referência em qualidade e produtividade no mercado nacional.
Com o atraso na maturação, agricultores temem não atender plenamente a demanda de fim de ano, quando o consumo de tomate-cereja costuma aumentar, especialmente nas festas de Natal.

Imagem: g1.globo.com
Para conhecer recomendações detalhadas de manejo em baixas temperaturas, o produtor pode consultar publicações técnicas da Embrapa.
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Resumo: o frio fora do padrão na Serra capixaba atrasou a colheita, derrubou a produção de tomate e puxou os preços para cima. Acompanhe a situação e saiba como isso pode influenciar o mercado nos próximos meses.
Com informações de G1 Espírito Santo
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