A produção de petróleo na América do Sul deverá crescer cerca de 30% entre 2024 e 2030, ritmo superior ao registrado nos Estados Unidos e no Oriente Médio, segundo projeção da Agência Internacional de Energia (IEA).
Brasil lidera a expansão
Principal produtor da região, o Brasil atingiu em junho um recorde histórico, com média próxima a 5 milhões de barris de petróleo e gás natural por dia, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O avanço é impulsionado pelo pré-sal, camada geológica em águas profundas onde se concentram jazidas de alta produtividade.
Guiana e Argentina ganham protagonismo
Na Guiana, o bloco marítimo Stabroek, operado por um consórcio liderado pela ExxonMobil, deve dobrar a produção até 2030. Já na Argentina, a formação de xisto Vaca Muerta, na província de Neuquén, registrou em julho o maior volume de sua história, com crescimento anual de 28%. Um oleoduto de mais de 400 km, previsto para 2026, deve escoar o petróleo da região até o Atlântico.
Estimativas de produção
Levantamento da consultoria Rystad aponta que a América do Sul pode saltar de 7,4 milhões para quase 9,6 milhões de barris diários (petróleo leve e pesado) no período analisado. Colombia, Equador e Venezuela, contudo, devem reduzir oferta devido ao declínio de campos maduros.
Projetos em destaque
Entre as iniciativas mais relevantes estão:
- Brasil: campos Búzios, Mero, Sépia e Atapu, todos em águas profundas;
- Guiana: expansões no bloco Stabroek;
- Argentina: meta de Vaca Muerta para alcançar 1 milhão de barris/dia.
Estatais também avançam. A Petrobras planeja novas unidades de produção no campo de Búzios, enquanto a argentina YPF estabeleceu a ampliação de Vaca Muerta como prioridade.
Debate sobre transição energética
O crescimento petrolífero recebe críticas de ambientalistas que pedem mais investimentos em fontes renováveis. Ao se preparar para sediar a COP30, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a receita do petróleo financiará a transição energética.
Especialistas alertam que, se novos campos não forem inaugurados à medida que reservas atuais se esgotam, o mundo poderá enfrentar escassez de oferta após 2030.
Apesar da pressão por energias limpas, as empresas veem a América do Sul como opção competitiva, já que os custos de extração são inferiores aos de outras regiões, sobretudo nos Estados Unidos, onde bacias de xisto começam a perder produtividade.
Para mais detalhes sobre o cenário global de energia, o relatório anual da Agência Internacional de Energia reúne dados comparativos de produção e demanda.
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Com perspectivas de aumento de 35% até o fim da década, segundo especialistas da McKinsey Energy Solutions, a região consolida-se como a fronteira de crescimento mais rápida da indústria, ainda que os debates sobre clima continuem no centro das atenções.
Com informações de G1
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