O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (4) com investidores atentos à divulgação de indicadores do mercado de trabalho norte-americano, que podem balizar apostas de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) ainda em setembro. Às 10h, o Ibovespa — principal índice da B3 — também iniciou os negócios, refletindo o cenário externo e informações internas.
Câmbio e Bolsa
No acumulado da semana, a moeda norte-americana registra valorização de 0,56%, mesmo percentual de alta em setembro. No ano, contudo, a cotação ainda mostra queda de 11,77%. Já o Ibovespa recua 1,10% na semana e no mês, mas sustenta avanço de 16,28% em 2025.
Produção industrial brasileira
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam recuo de 0,2% na produção industrial em julho, frente a junho. Na comparação anual, houve ligeiro crescimento de 0,2%. O setor permanece 15,3% abaixo do pico registrado em maio de 2011, pressionado por juros domésticos elevados e, recentemente, por tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Analistas ouvidos pelo mercado entendem que o resultado mantém a expectativa de manutenção da Selic em 15% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), mas reforça projeções de início de corte de juros a partir de 2026.
Indicadores dos Estados Unidos
Nos EUA, a pesquisa Jolts mostrou queda de 176 mil vagas em aberto, totalizando 7,181 milhões no fim de julho. Contratações somaram 5,308 milhões, aumento de 41 mil, enquanto demissões chegaram a 1,808 milhão. Os números reforçaram a precificação de 95,6% de probabilidade de redução do juro básico norte-americano na reunião de setembro, segundo a ferramenta FedWatch do CME Group.
Para sexta-feira (5), economistas consultados pela Reuters projetam criação de 75 mil postos de trabalho fora do setor agrícola em agosto e elevação da taxa de desemprego de 4,2% para 4,3%.
Desempenho das bolsas internacionais
Em Wall Street, Nasdaq e S&P 500 fecharam em alta, impulsionados pelas ações da Alphabet após decisão judicial favorável à companhia. O Dow Jones encerrou o pregão no campo negativo. Na Europa, principais praças recuperaram perdas: Stoxx 600 (+0,65%), DAX (+0,80%), FTSE 100 (+0,67%), CAC 40 (+0,86%) e FTSE MIB (+0,14%).
Na Ásia, o movimento foi misto. Xangai recuou 1,16% e Hong Kong caiu 0,60%, enquanto Seul (+0,38%) e Taiwan (+0,35%) fecharam no azul.
O mercado doméstico também monitora a divulgação da balança comercial de agosto e o terceiro dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, marcado para a próxima semana.
Para saber mais sobre como as decisões do Fed impactam a economia global, o Federal Reserve reúne detalhamento das políticas monetárias em curso.
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O comportamento do dólar e dos principais índices globais segue dependente dos próximos dados sobre emprego e inflação. Continue acompanhando nossas atualizações em tempo real.
Com informações de g1
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