WASHINGTON (EUA) – 7 de outubro de 2025 – Associações de produtores norte-americanos alertam que o Brasil se tornou o principal fornecedor de soja à China depois que Pequim interrompeu as importações do grão cultivado nos Estados Unidos.
A suspensão das compras chinesas começou em maio, um mês após a aplicação de tarifa de 20% sobre a soja dos EUA. A medida foi resposta de Pequim às políticas comerciais adotadas pelo então presidente Donald Trump.
Vendas paradas na nova safra
A colheita norte-americana teve início em setembro, mas, até o momento, não houve registros de vendas para o mercado chinês. A situação levou agricultores a realizar protestos e a pressionar a Casa Branca por uma solução diplomática.
Brasil exporta 68 milhões de toneladas
Levantamento da American Farm Bureau Federation mostra que, entre junho e agosto, os Estados Unidos “praticamente não venderam grãos” para a China, enquanto o Brasil embarcou cerca de 68 milhões de toneladas de soja no mesmo período. A entidade ressalta ainda o avanço da Argentina como fornecedora alternativa.
Apesar das barreiras à soja norte-americana, as compras chinesas seguem em alta e já atingem volumes recordes, agora atendidos majoritariamente por concorrentes sul-americanos.
Pressão política
Em setembro, a American Soybean Association cobrou do governo Trump um acordo comercial com Pequim. Segundo a entidade, “os Estados Unidos não realizaram nenhuma venda da nova safra para a China”, fato que abriu caminho para Brasil e Argentina conquistarem fatias importantes do mercado asiático.
Pacote de ajuda ao setor
Para amortecer as perdas, a administração Trump deve anunciar ainda nesta semana um pacote de ajuda aos produtores rurais, estimado entre US$ 10 bilhões e US$ 14 bilhões, de acordo com a CNN.
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmam que a China permanece como o maior destino global da soja, respondendo por boa parte da demanda internacional.
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Em resumo, enquanto a tarifa de 20% permanecer em vigor, produtores norte-americanos lutam para retomar o mercado chinês, hoje liderado pelo Brasil. Fique ligado e receba as próximas atualizações sobre acordos, embarques e medidas de retaliação.
Com informações de G1
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