São Paulo – As exportações brasileiras de ovos totalizaram 9,46 mil toneladas entre julho e setembro de 2025, queda de 42% em relação ao segundo trimestre, apontou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) a partir de números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Mesmo com o recuo, o volume é o maior já registrado para um terceiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997.
Demanda dos EUA perde força
O principal motivo da retração foi a redução das compras norte-americanas após a aplicação de tarifas sobre o produto brasileiro. Os Estados Unidos, que lideravam as aquisições desde março, caíram de posição e foram ultrapassados pelo Japão. Em agosto, os norte-americanos adquiriram 2,13 mil toneladas, 60% a menos que em julho, mas ainda 72% acima do mesmo mês de 2024.
Na direção oposta, o Japão importou 578 toneladas em agosto, avanço de 29% frente ao mês anterior, assumindo a primeira colocação entre os destinos dos ovos brasileiros.
Balanço anual continua positivo
De janeiro a agosto, o Brasil embarcou aproximadamente 32,3 mil toneladas de ovos in natura e processados, crescimento de 192,2% sobre o mesmo intervalo de 2024. O resultado já supera em 75% todo o volume exportado no ano passado.
Mercado interno reage
Enquanto os embarques perdem fôlego, as cotações domésticas iniciaram agosto em alta nas principais praças acompanhadas pelo Cepea. Em Bastos (SP), referência nacional, a caixa com 30 dúzias do ovo branco foi negociada a R$ 154,87 em 8 de agosto, avanço diário de 3,88%. No mesmo dia, o ovo vermelho chegou a R$ 170,10, alta de 5,95%.
Segundo o Cepea, o término das férias escolares e o início do mês – período em que consumidores normalmente dispõem de mais recursos – impulsionaram a procura interna pela proteína.
Primeiro recuo ocorreu em julho
A tendência de queda nas exportações começou em julho, quando os embarques totalizaram 5,26 mil toneladas, 20% abaixo de junho. Na ocasião, o volume enviado aos Estados Unidos recuou 31%, refletindo as barreiras tarifárias impostas por Washington.
Apesar da correção para baixo no terceiro trimestre, analistas do Cepea ressaltam que o desempenho no acumulado de 2025 permanece robusto, sustentado pela diversificação de mercados e pela demanda asiática.
No médio prazo, os agentes do setor acompanham os desdobramentos das medidas norte-americanas e o comportamento do consumo doméstico para projetar o ritmo dos embarques no quarto trimestre.
Com informações de g1
Dados oficiais sobre comércio exterior podem ser consultados no portal do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, onde estão disponíveis séries históricas completas.
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O mercado segue dinâmico e novas atualizações podem ocorrer nas próximas semanas. Fique atento às publicações e compartilhe este conteúdo com quem acompanha o setor.
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