O serviço de personal chef — profissional que elabora, prepara e entrega refeições personalizadas conforme o perfil de cada cliente — ganha força no país e já garante faturamento de até R$ 50 mil por mês para alguns empreendedores do setor.
Profissionais que transformaram paixão em negócio
Em São Paulo, a chef Bianca Folla largou a carreira no Direito em 2005, após uma crise de síndrome do pânico, e passou a atender pequenos grupos em casa. Hoje, com equipe direta de quatro pessoas e apoio de outros quatro colaboradores, ela oferece três serviços principais:
• Buffet “A Chefe em Casa” para 2 a 30 convidados, a partir de R$ 3.500, mais o custo por pessoa;
• “Comidinhas Congeladas da Chefe”, entregues semanalmente, com marmitas de R$ 40 a R$ 60 e porções familiares de até R$ 130;
• “Day Cook”, diária de R$ 900, além dos insumos.
Com esse portfólio, o faturamento mensal oscila entre R$ 40 mil e R$ 50 mil.
No Nordeste, a recifense Lívia Moura, de 26 anos, formada em Gastronomia e técnica em Nutrição, atende diretamente nas cozinhas dos clientes. Os pacotes podem ser semanais, quinzenais ou mensais, a partir de R$ 350 (sem incluir compras). Em média, ela movimenta R$ 25 mil por mês.
O que difere o personal chef de outros chefs
Segundo Zenir Dalla Costa, coordenadora do curso de Tecnologia em Gastronomia do Centro Universitário Senac, o personal chef se destaca pela proximidade com o cliente, cuidando desde a compra dos insumos até a organização da cozinha após o preparo. Ele se diferencia de:
• Private chef, contratado fixo de uma única família;
• Chef de restaurante, responsável por cardápio fixo e produção em escala;
• Profissionais de catering, voltados a grandes eventos.
A especialista em comportamento do consumidor Paula Sauer, da ESPM, ressalta que não há exigência de diploma em Gastronomia, mas a excelência culinária, a apresentação dos pratos e a postura profissional são indispensáveis.
Mercado em expansão e carência de mão de obra
Lívia Moura observa que a demanda por alimentação personalizada cresce, em especial fora das capitais nordestinas, mas ainda faltam profissionais especializados. “Muita gente quer o serviço, mas não encontra quem ofereça com qualidade e regularidade”, afirma.
Para quem deseja ingressar na área, as especialistas indicam cursos técnicos, especializações em nutrição ou workshops focados em dietas restritivas como diferenciais competitivos. Bianca Folla complementa que o primeiro passo é começar pequeno, atender familiares e amigos para criar portfólio e, em seguida, formalizar o negócio como MEI ou microempresa.
Além de cozinhar, o personal chef precisa gerenciar atendimento, precificação, marketing e logística. Redes sociais, parcerias com influenciadores e o tradicional boca-a-boca continuam sendo os principais canais de divulgação.
Tendências que impulsionam o setor
De acordo com Zenir Dalla Costa e Paula Sauer, quatro linhas de atuação devem permanecer em alta:
• Alimentação saudável e funcional;
• Culinária sustentável, com foco em produtos locais;
• Jantares intimistas e experiências exclusivas em casa;
• Consultorias on-line para planejamento de cardápios.
Com a combinação de gastronomia de alto nível, personalização e gestão enxuta, o personal chef consolida-se como alternativa atrativa tanto para quem busca praticidade quanto para profissionais que desejam empreender na cozinha.
Final da notícia.
Para quem pretende formalizar o serviço, o Sebrae detalha passo a passo para abrir empresa como MEI e regularizar a atividade.
Se você se interessa por histórias de empreendedorismo na região, confira também a editoria Sergipe e acompanhe outras iniciativas locais que estão ganhando destaque.
O crescimento do mercado de personal chefs mostra que há espaço para criatividade e nicho em gastronomia. Continue acompanhando nosso site para saber como novas tendências podem virar oportunidade de negócio.
Com informações de g1
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