Brasília – O Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) comemorou, nesta terça-feira (14), quatro décadas de atuação em defesa dos povos da floresta durante a programação da Pré-COP, reunião preparatória para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30).
Fundado em 1985 a partir da mobilização liderada por Chico Mendes, o CNS reúne seringueiros, castanheiros, babaçueiros, pescadores artesanais e outros trabalhadores que dependem dos recursos naturais para sobreviver. Desde então, a entidade tem atuado na criação de reservas extrativistas, na regularização fundiária e na promoção de políticas públicas voltadas à sustentabilidade.
Na Pré-COP, realizada em Brasília, representantes do conselho apresentaram balanço das conquistas ao longo dos 40 anos e reforçaram a necessidade de incluir povos tradicionais na construção das metas climáticas. Lideranças cobraram financiamento adequado para manter a floresta em pé, citando o papel das reservas na redução do desmatamento.
A programação de aniversário incluiu mesas de debate sobre direitos territoriais, economia da sociobiodiversidade e mudanças climáticas, além de homenagens a ativistas históricos. O CNS também lançou uma carta-compromisso dirigida a governos e parceiros internacionais, pedindo participação efetiva das populações extrativistas nas negociações da COP-30, marcada para 2025 em Belém (PA).
Organizadores destacaram que a presença do conselho na Pré-COP simboliza o reconhecimento do protagonismo dos povos da floresta no enfrentamento da crise climática. Segundo eles, garantir a proteção dos territórios tradicionais é condição essencial para que o Brasil cumpra suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.
Para mais informações sobre o processo preparatório das conferências do clima, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) disponibiliza detalhes em seu site oficial unfccc.int.
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O CNS encerrou a celebração reiterando o compromisso de seguir articulando políticas que combinem preservação ambiental e geração de renda para as comunidades extrativistas.
Com informações de Agência Brasil
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