São Paulo – Prestes a completar uma década de operação em novembro, o Globoplay apresentou nesta quarta-feira (29) um balanço dos primeiros dez anos de atividade e detalhou metas para os próximos ciclos de crescimento.
Marcos da primeira década
A plataforma de streaming do Grupo Globo contabiliza 30 milhões de usuários ativos por mês e manteve alta de 42% na base de assinantes em 2024. O consumo total supera 4 bilhões de horas de conteúdo, sendo que 67% do tempo assistido corresponde a transmissões ao vivo de esportes, música e entretenimento.
Entre os feitos mais celebrados está o filme Ainda Estou Aqui, que rendeu ao Brasil o primeiro Oscar para uma produção original do serviço. Dirigido por Walter Salles, o longa também levou 4 milhões de pessoas aos cinemas, tornando-se a maior bilheteria do cinema nacional em 2025 e o título mais visto dentro do aplicativo.
Estratégia de conteúdo
Tatiana Costa, responsável pela curadoria do catálogo, adiantou que o objetivo é diversificar o público, ampliando o alcance fora do eixo Rio-São Paulo e atraindo mais espectadores jovens e homens. Atualmente, 65% dos assinantes são mulheres com mais de 35 anos.
Para 2026, está previsto um aumento de 68% em produções originais, entre séries, novelas e documentários. Os principais lançamentos anunciados são:
- Paranoia – série juvenil em parceria com Ron Leshem, criador de Euphoria;
- Globorama – novela de 40 capítulos escrita por Walcyr Carrasco, coproduzida com a TV Globo;
- Uma Mulher no Escuro – adaptação do segundo livro de Raphael Montes, após o êxito de Dias Perfeitos;
- Documentário de número 100 da plataforma, consolidando o serviço como “casa dos docs”.
Resultados financeiros e publicidade
Julia Rueff, diretora-executiva do Globoplay, informou que a receita publicitária avançou 86% em 2024. A empresa projeta fechar o mês de abril no azul pela primeira vez, caminhando para equilíbrio financeiro sustentado.
Competição e próximos passos
Manuel Belmar, diretor de Produtos Digitais e Financeiros da Globo, destacou que o serviço “nasceu integrado ao modelo gratuito e ao de assinatura” e continua atento às mudanças no comportamento do consumidor. Segundo ele, a combinação de TV aberta, TV por assinatura e streaming garante musculatura para disputar espaço com grandes players globais.
Os executivos afirmam que o foco imediato será expandir a base de usuários, fortalecer produções regionais e testar formatos como microdramas, além de novas coproduções nacionais e internacionais.
Com a celebração dos 10 anos, o Globoplay reforça a estratégia de unir conteúdo ao vivo e sob demanda para manter o crescimento médio anual de 30% e sustentar a posição de segunda maior audiência do streaming no país, de acordo com a Kantar Media.
As perspectivas incluem a continuidade da aposta em eventos esportivos e musicais, ampliando a presença em nichos específicos de público enquanto trabalha para diversificar gênero e faixa etária de assinantes.
O serviço pretende encerrar 2026 com novo portfólio robusto de produções próprias, ao mesmo tempo em que consolida sua relevância na publicidade digital e busca manter a rentabilidade conquistada.
Ao atingir a marca de uma década, a plataforma ressalta que “o melhor do ao vivo com o melhor do on demand” seguirá como diferencial competitivo, apoiado pela integração entre as janelas do Grupo Globo.
Com informações de G1
De acordo com a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, produções vencedoras do Oscar costumam impulsionar assinaturas de plataformas que detêm seus direitos de exibição.
Para acompanhar outras novidades do setor de entretenimento, visite a seção Entretenimento do nosso site.
Fique ligado no SeporDentro.com.br para mais atualizações sobre streaming, cinema e as principais tendências de mídia no Brasil. Assine nossas notificações e não perca nenhuma novidade!
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








