A vereadora Professora Sonia Meire (PSOL) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) na manhã de 5 de novembro de 2025 para condenar a operação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, na semana anterior. Segundo a parlamentar, a ação resultou em consequências desastrosas para moradores das periferias, sobretudo a população negra.
Durante o grande expediente, Sonia Meire afirmou que parte da sociedade tenta classificar como defesa de criminosos qualquer crítica à violência policial, mas apontou que “quem está defendendo criminosos são as pessoas que têm acordo com esse tipo de gente, que inclusive é financiado por eles”. A vereadora destacou que a Polícia Militar “não é orientada para decapitar pessoas” e classificou a operação como ato “miliciano”.
Ela ressaltou ainda que parlamentares vêm reagindo contra a política de segurança pública que, em sua avaliação, atua em conluio com o Estado. Sonia Meire informou que está reunindo registros de ataques contra defensoras de direitos humanos nas redes sociais e que poderá adotar medidas judiciais.
Atos de denúncia em Aracaju
No dia 31 de outubro, a vereadora participou, junto a entidades do movimento negro, de ato na praça Franklin Roosevelt, no bairro América, em Aracaju. A mobilização fez parte do Dia Nacional de Luta e Denúncia contra a morte do povo negro e pobre, com foco em denunciar o racismo estrutural e a atual política de segurança.
“A ponta do iceberg está no andar de cima”
Para Sonia Meire, o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer em todo o país e não pode se limitar às comunidades onde as consequências são mais visíveis. “Não é no morro que se produzem os fuzis, não é lá que se refina a cocaína. São os empresários que fornecem as armas que financiam o crime”, declarou. A vereadora concluiu criticando a destruição de vidas nas periferias: “É a população negra periférica que está sofrendo. A ponta do iceberg não é ali, e sim está no andar de cima deste país.”
O pronunciamento teve repercussão imediata entre colegas parlamentares e movimentos sociais, reforçando o debate sobre o modelo de segurança pública e o impacto da violência estatal nos grupos mais vulneráveis.
De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a população negra concentra a maior parte das vítimas de homicídios no Brasil, contexto citado pela vereadora em seu discurso.
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Este conteúdo destaca o posicionamento da parlamentar sobre a violência nas periferias e o papel de estruturas sociais no financiamento do crime organizado. Continue acompanhando nossas publicações e espalhe a informação.
Com informações de aracaju.se.leg.br
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