A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), uma operação no Rio de Janeiro para cumprir mandados contra dois policiais federais e um policial militar acusados de extorsão. As determinações judiciais preveem buscas em endereços ligados aos investigados. Não foram divulgados, até o momento, detalhes sobre a quantidade de mandados ou o valor supostamente exigido das vítimas.
De acordo com a corporação, a apuração aponta que os agentes usavam a condição funcional para exigir pagamentos indevidos. A investigação tramita sob sigilo na Justiça Federal.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de concussão e associação criminosa, cujas penas somadas podem ultrapassar dez anos de reclusão.
Em nota, a Superintendência da Polícia Federal no Rio informou que processos administrativos disciplinares também foram instaurados e que, se confirmadas as irregularidades, os servidores poderão ser demitidos.
Já a Polícia Militar do Rio disse colaborar com as investigações e que, paralelamente, apura a conduta do seu integrante na Corregedoria-Geral.
Concussão, tipificada no artigo 316 do Código Penal, ocorre quando um agente público exige vantagem indevida em razão da função. Segundo o Portal do Governo Federal, a legislação prevê até oito anos de prisão para esse tipo de delito.
Este caso reforça o debate sobre integridade no serviço público. Se você quer acompanhar outros desdobramentos de investigações envolvendo agentes de segurança, confira a editoria de Política do Sé por Dentro, atualizada diariamente.
Resumo: Três agentes — dois federais e um militar — são alvos de mandados em operação da PF no Rio por suspeita de extorsão. Eles podem responder por concussão e associação criminosa. Continue acompanhando nossas atualizações para saber mais sobre o andamento do caso.
Com informações de Agência Brasil
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