Os países signatários do Acordo de Paris apresentaram, nesta terça-feira (11), as suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), conjunto de metas climáticas que orienta planos nacionais para limitar o aumento da temperatura média do planeta.
As NDCs detalham quanto cada nação pretende reduzir de emissões de gases de efeito estufa, em quais setores da economia essas reduções ocorrerão e quais prazos serão cumpridos. A previsão, acordada no tratado climático de 2015, é de que os compromissos sejam atualizados a cada cinco anos com metas progressivamente mais ambiciosas.
De acordo com o cronograma estabelecido pela ONU, os novos planos precisam alinhar-se ao objetivo global de manter o aquecimento em 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. Os documentos foram submetidos durante a 30ª Conferência das Partes (COP), que ocorre em 2025, e servirão de base para a avaliação coletiva de resultados — o chamado balanço global — prevista para o fim da década.
A adoção das NDCs envolve ações como a expansão de fontes renováveis, programas de eficiência energética, proteção de florestas e transição para transportes de baixa emissão. Caso as metas não sejam alcançadas, o país deve apresentar explicações técnicas e estratégias de correção em relatórios periódicos.
Segundo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), as promessas apresentadas até agora ainda não são suficientes para colocar o mundo na trajetória de 1,5 °C, o que reforça a necessidade de revisões constantes e do fortalecimento de mecanismos de financiamento verde.
Para saber mais sobre os parâmetros técnicos das Contribuições Nacionalmente Determinadas, a UNFCCC disponibiliza um repositório completo em seu site oficial. A plataforma apresenta todos os documentos submetidos e as metodologias de cálculo das emissões (UNFCCC).
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Com informações de Agência Brasil
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