Campinas (SP), 11/11/2025 – A Federação Alemã de Futebol (DFB) estuda cobrar uma compensação financeira sempre que um jogador formado em suas categorias de base opte por defender outra seleção na equipe principal. A proposta foi confirmada pelo diretor-geral da entidade, Andreas Rettig, em entrevista à agência alemã DPA.
Ideia é remunerar a formação
Segundo Rettig, a federação investe em parceria com os clubes na preparação dos atletas e considera injusto que eles mudem de nacionalidade “gratuitamente”. “Estamos verificando a possibilidade de aplicar um mecanismo de indenização pela formação quando ocorre a troca de associação nacional”, explicou. O dirigente afirmou que o tema ainda não foi debatido em profundidade, mas reforçou que “a formação precisa valer a pena para ambos os lados, para o jogador e para quem forma”.
Casos recentes reacendem discussão
A conversa ganhou força depois de Kenan Yildiz (Juventus) e Can Uzun (Eintracht Frankfurt) decidirem atuar pela Turquia, apesar de terem passado pelas divisões de base da Alemanha. Situação semelhante envolve Muhammed Damar (Hoffenheim) e Nicolò Tresoldi (Club Brugge), cobiçados por Turquia e Itália, respectivamente.
Fluxo também é favorável à Alemanha
Embora reclame das perdas, a DFB já se beneficiou do caminho inverso. Jamal Musiala, hoje destaque do Bayern de Munique, integrou seleções de base da Inglaterra antes de vestir a camisa alemã. Outros exemplos são o brasileiro naturalizado Cacau, presente na Copa de 2010, e os campeões mundiais de 2014 Mesut Özil e Sami Khedira, filhos de imigrantes turcos.
Dupla nacionalidade em alta
Na convocação de novembro, pelo menos 12 jogadores da Alemanha poderiam representar outros países. Rettig citou números que mostram o crescimento da dupla cidadania no país: 43% das crianças com menos de cinco anos têm dois passaportes. Nas seleções de base, esse índice é ainda maior, chegando a sete ou oito titulares com dupla nacionalidade em algumas categorias.
Qualquer mudança nas regras depende de aprovação da Fifa. Hoje, a entidade já prevê mecanismos de solidariedade e formação entre clubes; algo semelhante para federações nacionais teria de ser incluído no regulamento internacional de transferências.
Para entender como funcionam as atuais normas de elegibilidade de jogadores, a própria Fifa explica os critérios em seu site oficial.
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Fim.
Com informações de Futebol Interior
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