Representantes da etnia Munduruku protestaram nesta sexta-feira, 14 de novembro de 2025, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA). O grupo pediu a revogação de um decreto federal que prevê a privatização de empreendimentos do setor hidroviário.
Após a manifestação, a delegação indígena foi recebida por Lago, Guajajara e Marina, autoridades do governo federal que participam das discussões climáticas na capital paraense. Durante o encontro, os Mundurukus reiteraram as críticas ao decreto e defenderam maior participação dos povos originários nas decisões sobre grandes obras de infraestrutura.
A mobilização ocorreu no quinto dia da COP30, que reúne chefes de Estado, especialistas e sociedade civil para debater políticas de enfrentamento à crise climática e transição energética.
O decreto contestado pelos Mundurukus autoriza a iniciativa privada a explorar terminais hidroviários, o que, segundo os indígenas, ameaça territórios tradicionais e compromete o modo de vida das comunidades ribeirinhas.
A edição do Repórter Nacional 12h, da Rádio Nacional, já havia destacado o protesto dos Mundurukus na programação desta sexta-feira.
De acordo com a agenda oficial da COP30, as reuniões com lideranças indígenas seguem ao longo da tarde, paralelamente às mesas sobre desenvolvimento sustentável.
Mais informações sobre os compromissos globais de redução de emissões podem ser consultadas no site da UNFCCC, órgão da ONU responsável pela conferência climática neste link.
Para acompanhar outras pautas relacionadas ao governo federal, visite a editoria de Política do Se Pôr Dentro.
Continue acompanhando nossa cobertura para saber como as decisões da COP30 podem impactar diretamente os povos indígenas e o futuro dos recursos hídricos no país.
Com informações de Agência Brasil
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








