Em debate exibido pelo programa Em Discussão, da TV Senado, o senador Laércio Oliveira (PP-SE) analisou, nesta semana, as mudanças decorrentes do novo marco regulatório da Educação a Distância (EAD) anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). O parlamentar destacou avanços na democratização do ensino, mas alertou para a necessidade de preservar a convivência presencial na formação acadêmica.
Flexibilidade e alcance
Para o senador, a EAD cumpre função estratégica em um país de dimensões continentais. “Muita gente trabalha e não consegue frequentar uma sala de aula; o ensino a distância trouxe essa facilidade”, afirmou. Segundo ele, a modalidade ampliou o acesso ao ensino superior e permitiu que profissionais com agendas rígidas concluíssem a graduação.
Preocupação com a experiência universitária
Apesar dos benefícios, Laércio Oliveira ponderou que a ausência do ambiente físico pode comprometer a formação integral do estudante. “O convívio com colegas, professores e o espaço acadêmico é fundamental para o amadurecimento social”, disse, ressaltando que debates e trocas humanas fazem parte da vida universitária.
Pontos centrais do novo decreto
O marco regulatório apresentado pelo MEC prevê:
- presencialidade obrigatória em cursos como Medicina, Enfermagem, Odontologia, Psicologia e Direito;
- mínimo de 70% da carga horária presencial para demais graduações da área da saúde e todas as licenciaturas, classificando-as como semipresenciais;
- pelo menos uma avaliação presencial por disciplina, com peso maior na nota final;
- garantia de manutenção das regras anteriores para alunos já matriculados.
Ao comentar as mudanças, o senador considerou que o país busca conciliar flexibilidade de acesso com rigor acadêmico, sobretudo em áreas que exigem prática profissional.
Com informações de FaxAju
De acordo com nota oficial do Ministério da Educação, o objetivo do decreto é elevar a qualidade dos cursos e aproximar teoria e prática profissional.
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O novo marco da EAD ainda deverá passar por regulamentações complementares. Continue acompanhando nossas publicações para entender como as mudanças podem afetar estudantes e instituições de ensino.
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