A 40ª edição do Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc) alcançou seu auge de público no sábado, 22, durante o terceiro dia de programação. Milhares de pessoas lotaram as praças São Francisco e do Carmo, no Centro Histórico da cidade, para acompanhar atrações nacionais e regionais distribuídas nos palcos João Bebe Água e Frei Santa Cecília.
Rock abre a maratona musical
A primeira atração da noite foi a banda Dead Fish, referência do hardcore nacional. No palco Frei Santa Cecília, o vocalista Rodrigo Lima destacou a longevidade do evento. “O Fasc resiste há 52 anos, nasceu na ditadura. Conhecer essa história foi impressionante”, afirmou.
Na sequência, o público permaneceu na praça do Carmo para assistir ao Mundo Livre S/A. “É incrível reencontrar parceiros e interagir com gente nova num festival tão diverso”, celebrou Fred Zero Quatro, líder do grupo pernambucano.
O cearense Getúlio Abelha retomou sua relação com o festival após sete anos. “Da última vez vim só com um pendrive e um sonho; hoje retorno com banda completa”, comemorou.
Palco João Bebe Água reúne nomes da MPB e da cultura popular
Simultaneamente, na Praça São Francisco, a sergipana Héloa recebeu a cirandeira Lia de Itamaracá. Para Héloa, o Fasc “movimenta a economia local e valoriza expressões afro-indígenas”. Lia reforçou a importância do investimento público na cultura popular.
O segundo show coube a Seu Jorge, que percorreu sucessos da MPB, do samba e do soul. Logo depois, o pernambucano João Gomes, vencedor do Grammy Latino deste ano, agitou o público. “Sergipe tem parte nessa conquista. É essencial ter um festival que abraça vários tipos de arte”, disse o cantor antes de subir ao palco.
O encerramento ficou por conta do sambista sergipano Nona, que manteve a animação até o fim da madrugada.
Moradores celebram pertencimento
Em meio às apresentações, o sentimento de orgulho local foi destacado por frequentadores, como o biomédico Yuri Guilherme, 25 anos: “Passei a valorizar ainda mais minha cidade depois que conheci o festival”. A cantora Patrícia Polayne resumiu o clima: “O Fasc é nosso lar; celebra encontros, memórias e música”.
Sobre o festival
Criado na década de 1970, o Fasc é uma realização conjunta do Ministério da Cultura, Prefeitura de São Cristóvão, Governo de Sergipe e parceiros privados. A programação ocupa vários pontos da quarta cidade mais antiga do Brasil com música, dança, teatro, literatura, cinema e artes visuais, reforçando o papel de São Cristóvão como polo cultural do Nordeste.
Com informações de Governo de Sergipe
Estudos do Ministério da Cultura apontam que eventos desse porte estimulam a cadeia produtiva criativa e ampliam a geração de renda nas comunidades anfitriãs.
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O Festival de Artes de São Cristóvão segue até domingo com mais shows, oficinas e apresentações. Acompanhe nossa cobertura e não perca nenhum detalhe dos próximos dias.
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