Os 195 países participantes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) aprovaram, na tarde deste domingo (23/11/2025), o Pacote de Belém, conjunto que reúne 29 decisões negociadas durante as duas semanas de reuniões em Belém, capital do Pará.
A adoção do documento ocorreu na plenária final, que encerrou oficialmente o encontro. Mesmo com o acordo amplo, o texto não incluiu termo específico sobre a redução do uso de combustíveis fósseis, tema que esteve no centro dos debates e gerou divergências de última hora entre as delegações.
Até a noite de sábado (22), negociadores ainda buscavam consenso sobre itens ligados a financiamento climático, metas de adaptação e responsabilidades comuns, mas diferenciadas. A aprovação consolidou as deliberações em áreas como financiamento a perdas e danos, fortalecimento de metas nacionais de redução de emissões e mecanismos de transparência sobre políticas climáticas.
A presidência da conferência destacou que o Pacote de Belém reflete o esforço coletivo para acelerar a implementação do Acordo de Paris. Já representantes de organizações da sociedade civil criticaram a ausência de indicação clara para a eliminação gradual de petróleo, gás e carvão.
De acordo com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), esta é a primeira vez que a conferência é sediada na Amazônia, região estratégica para as discussões sobre preservação florestal e bioeconomia.
Com o encerramento da COP30, os países deverão apresentar, até 2026, novos compromissos de redução de emissões alinhados às diretrizes acordadas em Belém.
Para acompanhar a repercussão política dos acordos fechados na COP30, o leitor pode acessar a editoria de Internacional do nosso portal em sepordentro.com.br/internacional.
O Pacote de Belém marca um passo importante na agenda climática global; acompanhe nossos próximos conteúdos e fique por dentro dos desdobramentos.
Com informações de Agência Brasil
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