O São Paulo Futebol Clube prestou esclarecimentos ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta terça-feira (9) depois de ser alvo de uma denúncia anônima por suposta gestão temerária, conduta que poderia acarretar prejuízos financeiros e institucionais à agremiação.
Quatro pontos sob questionamento
No ofício enviado pelo MP-SP, o clube precisou responder sobre:
- Venda de jogadores das categorias de base abaixo do valor de mercado;
- Déficit projetado de R$ 287 milhões para a temporada 2024;
- Suposto processo irregular na parceria com a Galápagos no chamado Fundo de Cotia;
- Possível conflito de interesses envolvendo o filho do presidente Julio Casares, sócio de Aref Abdul Latif – empresário de atletas vinculados ao Tricolor – em uma empresa do segmento pet.
Argumentos apresentados pelo clube
De acordo com o advogado Guilherme Salutti, que representa o São Paulo, o valor de mercado de atletas não segue parâmetros fixos: “O jogador vale aquilo que o mercado paga e que o clube aceita receber”. Um estudo interno comparou vendas realizadas por Flamengo e Fluminense e concluiu que as transações tricolores estariam alinhadas com o panorama atual.
Quanto ao déficit de R$ 287 milhões, a diretoria atribuiu a estimativa a um orçamento “ambicioso” elaborado após o título da Copa do Brasil de 2023, que projetava receitas maiores com premiações e transferências de jogadores. A eliminação precoce em competições e lesões de atletas com maior valor de mercado, como Pablo Maia, foram apontadas como fatores que frustraram as metas.
Sobre o projeto com a Galápagos, o departamento jurídico esclareceu que a proposta consistia em criar um novo CNPJ para gerir a base, repassando 30% dos lucros ao investidor e 70% ao clube. A iniciativa foi suspensa devido ao momento esportivo e não deve ser retomada em 2026, ano eleitoral.
No possível conflito de interesses, o clube alegou que o CNPJ da empresa pet nunca operou. Uma investigação interna de compliance entrevistou treinadores da base, que confirmaram não haver interferência externa na aprovação de atletas representados por Aref Abdul Latif.
Próximos passos
Até o momento, o MP-SP não instaurou inquérito. O São Paulo reiterou, em nota oficial, que permanece à disposição “para quaisquer esclarecimentos adicionais”. A diretoria também não descarta motivação política por trás da denúncia.
Para saber mais sobre atribuições e procedimentos do Ministério Público, consulte o site oficial do MP-SP.
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Resumo: o São Paulo apresentou defesa formal ao MP-SP, negou irregularidades nos quatro pontos questionados e afirmou estar aberto a novas solicitações do órgão. Continue acompanhando nossas publicações para ficar por dentro do desenrolar do caso.
Com informações de Futebol Interior
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