Bruxelas – A Comissão Europeia transferiu para janeiro a assinatura do tratado de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, prevista para sábado, 20 de dezembro de 2025. A decisão foi tomada depois de a Itália aderir às objeções da França e pedir salvaguardas adicionais ao setor agrícola.
França mantém veto
O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que Paris não respaldará o acordo sem novas garantias para os produtores rurais do país. “As contas não fecham; este tratado não pode ser assinado”, afirmou o chefe de Estado antes da cúpula do bloco.
Itália sinaliza apoio condicionado
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, disse que concordará com o pacto assim que as demandas dos agricultores forem atendidas. Segundo ela, a solução depende de decisões rápidas da Comissão Europeia.
Alemanha e Espanha pressionam pela conclusão
Na outra ponta, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, ressaltaram que o tratado, firmado politicamente em 2024 com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, é estratégico para reduzir a dependência europeia da China e atenuar impactos de tarifas dos Estados Unidos.
Etapa decisiva no Conselho Europeu
Para entrar em vigor, o texto precisa do aval do Conselho Europeu por maioria qualificada: apoio de 15 dos 27 países que representem, juntos, 65 % da população do bloco. É neste ponto que a oposição francesa e a cautela italiana podem travar o processo.
Brasil vê cenário favorável
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatou ter conversado por telefone com Meloni. De acordo com Lula, a premiê acredita que convencerá o setor agrícola italiano em até um mês.
Apesar do impasse, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, declarou estar confiante de que há apoio suficiente para concluir o acordo em janeiro.
Segundo o Conselho da União Europeia, a exigência de maioria qualificada foi estabelecida para garantir representatividade populacional nas decisões comerciais do bloco.
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O adiamento adiciona um novo capítulo às negociações iniciadas há quase 25 anos. Fique atento às próximas atualizações e compartilhe esta matéria com quem acompanha o comércio exterior.
Com informações de G1
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