Aracaju (SE) – Em 2025, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), intensificou a ocupação de espaços públicos com feiras de artesanato, gastronomia, hortifrúti e pescados. As ações integram o projeto Reviva a Praça, braço do Programa Nossa Praça, que tem como foco a revitalização de áreas de convivência e o fortalecimento da economia local.
Praças movimentadas aos fins de semana
O primeiro ponto a receber ajustes foi a praça Tobias Barreto, onde a feira dominical acontece há mais de quatro décadas. Após reunião com a Diretoria de Espaços Públicos e Abastecimentos (Direpa), o local passou a contar com 100 permissionários, transformando-se em espaço de lazer para famílias, com música ao vivo e variedade gastronômica.
Em seguida, o calendário chegou à praça Zilda Arns, no bairro Jardins, com quatro edições mensais em 2025 e possibilidade de se tornar quinzenal conforme a demanda. A mais recente inauguração ocorreu na praça Antônio Newton Menezes Porto, na Jabotiana, programada para os últimos sábados e domingos de cada mês.
Metas para 2026
O diretor da Direpa, Bertulino Menezes, anunciou a expansão para outras áreas, como a praça do Siqueira Campos e a praça Ulisses Guimarães, no Santos Dumont. O objetivo é alcançar 500 expositores até 2026, abrindo novas frentes de trabalho para artesãos e produtores de alimentos.
Depoimentos de quem vende e quem compra
A confeiteira Paula Fernanda Andrade, da “Amores e Encantos Confeitaria Artesanal”, destacou que as feiras oferecem visibilidade a empreendedores que não dispõem de pontos fixos. Moradores e visitantes também aprovam a iniciativa. A técnica em eletrodomésticos Clébia Nogueira Santos, do bairro Luzia, e a técnica de enfermagem Dayse Evelin Santos, da Jabotiana, relataram satisfação com organização e qualidade dos produtos.
Feira do Centro ganha espaço estruturado
Outra mudança significativa foi a transferência de 240 ambulantes que trabalhavam nos arredores do Mercado Thales Ferraz para a recém-criada Feira do Centro, na praça Hliton Lopes. O local recebeu drenagem, bancas numeradas e banheiros químicos. A partir de 5 de janeiro de 2026, os feirantes serão incluídos no sistema de arrecadação da Emsurb.
Padronização no comércio informal
Para 2026, a Direpa planeja realocar vendedores de eletrônicos e utilidades que atuam nos calçadões centrais para o Beco dos Cocos, atualmente em revitalização. Também está prevista a padronização de ambulantes na João Pessoa com coletes, credenciais e QR Code de identificação.
Feira de Pescados modernizada
No Terminal Pesqueiro, cerca de 50 metros quadrados foram requalificados para abrigar a Feirinha de Pescados. Sob tendas padronizadas e dentro de normas sanitárias, vendedores como Clebson Kaique relatam melhoria no ambiente de trabalho e na circulação de clientes.
Consumidores que buscam produtos frescos, como o taxista Edvaldo Mota e a dona de casa Jamayra Cristina Santana, elogiam a limpeza, o conforto e o atendimento no novo espaço.
Com as feiras consolidadas e novos projetos em andamento, a Prefeitura de Aracaju aposta na ocupação qualificada de praças e na formalização gradual de comerciantes informais para ampliar renda e estimular a convivência comunitária.
Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a informalidade responde por parcela significativa do emprego no Nordeste, reforçando a importância de iniciativas que ofereçam condições adequadas de trabalho.
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As feiras seguem movimentando a economia criativa da capital sergipana. Continue ligado em nossas atualizações e compartilhe a notícia com quem pode se beneficiar dessas oportunidades.
Com informações de FaxAju
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