O trombonista José Alberto Rodrigues Matos, conhecido artisticamente como Zé da Velha, morreu na manhã de sexta-feira (26) no Rio de Janeiro, aos 83 anos. Natural de Aracaju, o músico construiu uma carreira de mais de seis décadas e tornou-se referência para diferentes gerações do choro e do samba.
Carreira iniciada nos anos 1950
Zé da Velha deu os primeiros passos profissionais na década de 1950, integrando o Conjunto Velha Guarda ao lado de nomes como Donga e Pixinguinha. Foi nesse período que recebeu o apelido que o acompanhou por toda a vida.
Nas décadas seguintes, o trombonista passou por formações como Conjunto Sambalândia, Orquestra Gentil Guedes, Chapéu de Palha e Suvaco de Cobra, sempre reconhecido pela sonoridade marcante de seu instrumento.
Reconhecimento cultural
A Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap) emitiu nota lamentando a perda do músico. Já o Conselho Estadual de Cultura de Sergipe ressaltou a relevância de Zé da Velha para a cultura popular brasileira e para a identidade musical do país.
“Zé da Velha dedicou sua vida à arte, tornando-se referência nacional no trombone e levando o nome de Sergipe para palcos de todo o país”, destacou o órgão em comunicado.
O sepultamento ainda não teve detalhes divulgados pela família.
O legado de Zé da Velha permanece vivo entre intérpretes e pesquisadores do choro, gênero reconhecido pelo Centro da Música da Funarte como um dos pilares da música brasileira.
Para acompanhar outras notícias sobre personalidades sergipanas, visite a seção Sergipe do Se Pôr Dentro.
O artista deixa uma contribuição inestimável à música nacional, eternizada em gravações, parcerias e no reconhecimento de críticos e colegas de ofício.
Com informações de FaxAju
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








