Os mercados internacionais abriram em forte movimento na manhã desta segunda-feira (5) após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por tropas dos Estados Unidos. O episódio intensificou a busca por ativos considerados seguros, fazendo o ouro subir 2,03%, a US$ 4.417 por onça, às 10h25 (horário de Brasília). No mesmo horário, a prata avançava 5,45% e atingia US$ 74,8, o maior valor já registrado.
Refúgio em meio à incerteza
Em momentos de instabilidade geopolítica, investidores tendem a migrar parte do capital para metais preciosos. “Trata-se de confiança com garantia, não de euforia”, observou Stephen Innes, estrategista da SPI Asset Management, ao comentar o apetite renovado por ouro e prata.
Outros metais, como o cobre, também sentiram reflexos do cenário de tensão, impulsionados pela percepção de risco e pela demanda por recursos ligados à segurança energética e industrial.
Oscilação no petróleo
Enquanto os metais disparavam, o petróleo operava de forma volátil. O Brent iniciou o dia com queda de cerca de 1%, negociado a US$ 60 o barril às 6h05, mas revertia parte das perdas às 8h, quando subia 0,13%, cotado a US$ 60,83. O WTI seguiu trajetória semelhante: recuou 1% para US$ 56 e, horas depois, avançava 0,30%, atingindo US$ 57,49.
Analistas ouvidos pela agência France Presse avaliam que a rápida reação diplomática pode minimizar o risco de um bloqueio prolongado às exportações venezuelanas. Bjarne Schieldrop, do banco SEB, destacou que a produção do país é baixa — cerca de 1 milhão de barris por dia —, mas suas reservas continuam entre as maiores do mundo.
Resposta de Caracas
A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, divulgou no domingo (4) uma carta aberta pedindo diálogo ao presidente dos EUA, Donald Trump, e solicitando o fim das hostilidades.
O quadro político na Venezuela passou a ser monitorado de perto por autoridades globais do setor energético. Conforme boletim do Departamento de Energia dos Estados Unidos (EIA), o mercado de petróleo permanece sensível a interrupções de oferta na América do Sul.
Para acompanhar a evolução da crise e seus impactos econômicos, confira a cobertura contínua na editoria de Internacional do nosso site.
Os investidores seguem atentos aos desdobramentos políticos em Caracas e às possíveis repercussões nos preços das commodities nas próximas sessões.
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Com informações de G1
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