A Argentina fechou o ano de 2025 com superávit nas contas públicas pela segunda vez consecutiva, resultado atribuído pelo governo à meta de déficit zero defendida pelo presidente Javier Milei. O balanço foi detalhado nesta sexta-feira (16) pelo ministro da Economia, Luis Caputo.
Indicadores fiscais
Segundo Caputo, o superávit primário – que exclui gastos com juros da dívida – alcançou 1,4 % do Produto Interno Bruto (PIB). Já o superávit fiscal, que inclui os juros, ficou em 0,2 % do PIB.
Em 2024, os números haviam sido ligeiramente maiores, com superávit primário de 1,8 % do PIB e superávit fiscal de 0,3 %. A última vez que o país havia registrado dois anos seguidos de saldo positivo foi em 2008.
Corte de gastos
O resultado foi obtido por meio de um ajuste severo nas despesas públicas, que reduziu subsídios e congelou orçamentos de áreas como educação, saúde, pesquisa científica e obras. “A âncora fiscal é e será uma política de Estado”, escreveu Milei na rede social X ao comemorar os dados.
Inflação e pobreza
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) fechou 2025 em 31,5 %, bem abaixo dos 117,8 % observados em 2024, embora tenha mostrado aceleração gradual a partir de maio, mantendo-se entre 2 % e 3 % ao mês. No campo social, a pobreza passou de 52,9 % da população no primeiro semestre de 2024 para 31 % no mesmo período de 2025; os números do segundo semestre ainda não foram divulgados.
Acordo com o FMI e câmbio
Em abril de 2025, o governo firmou um empréstimo de US$ 20 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI); a primeira parcela, de US$ 12 bilhões, foi liberada poucos dias depois. O acordo estimulou a flexibilização dos controles cambiais, permitindo câmbio flutuante. Apesar disso, a recente pressão nos mercados levou o Banco Central a voltar a intervir na cotação do peso.
De acordo com o FMI, manter a inflação abaixo de 2 % ao mês é crucial para que o país avance na retirada total das restrições cambiais.
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Com informações de g1
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