O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga afirmou que a insulina produzida pela Biomm “vai para a lata do lixo”, ao comentar a demora da empresa em colocar o medicamento no mercado. A declaração foi feita durante participação no programa ALive, na manhã desta quinta-feira (29).
Queiroga lembrou que, em 2013, durante o governo Dilma Rousseff, o Ministério da Saúde firmou uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com a Biomm para fabricar insulina recombinante no país. Dez anos depois, segundo o ex-ministro, o produto ainda não chegou às prateleiras.
O médico criticou os investimentos feitos pelos governos petistas na farmacêutica, cujo principal acionista é o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. Para Queiroga, a morosidade na entrega do projeto ameaça o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e desperdiça recursos públicos.
“Se nada for feito, essa insulina vai para a lata do lixo”, disse o ex-ministro, ao defender uma revisão das PDPs e maior controle sobre os contratos de transferência de tecnologia.
O ex-chefe da pasta considerou que iniciativas semelhantes precisam de cronogramas mais rígidos e fiscalização permanente para evitar atrasos que prejudiquem pacientes diabéticos dependentes do SUS.
As Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo foram criadas para reduzir a dependência de medicamentos importados e fortalecer a indústria nacional de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 100 PDPs já foram assinadas desde 2009, muitas delas envolvendo biológicos de alto custo.

Analistas do setor apontam que a regulação sobre produção de insulinas no Brasil segue normas específicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que exige comprovação de qualidade, segurança e eficácia antes da liberação comercial.
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Este episódio reforça o debate sobre eficiência das PDPs e o destino de recursos públicos destinados à produção de medicamentos estratégicos no país.
Com informações de claudiodantas.com.br
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