O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou nesta segunda-feira que espera a eliminação completa das tarifas norte-americanas ainda vigentes sobre produtos brasileiros. A expectativa é que o tema seja resolvido no encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para março, na Casa Branca, em Washington.
Segundo Alckmin, o chamado “tarifaço” – que chegou a 50% sobre 37% das exportações brasileiras aos Estados Unidos – já foi reduzido para 22%, mas o objetivo é chegar a zero. “Já melhorou. Nós tínhamos 37% da exportação brasileira para os Estados Unidos agravada 10% mais 40%. O tarifaço de 50%. Hoje está em 22%. Então já caiu bem, mas a ideia é zerar”, reforçou.
O ministro defendeu a estratégia do ganha-ganha, argumentando que os produtos brasileiros devem receber o mesmo tratamento concedido pelo país àquilo que importa de território norte-americano. “Não há razão para ter um tarifaço. Quando os Estados Unidos vendem pra gente, dos dez produtos que eles mais exportam, oito não pagam imposto, é zero. A tarifa média é 2,7%. Precisamos aumentar nossa exportação para os Estados Unidos, eles exportarem para nós e ampliar os investimentos recíprocos. Hoje, existem mais de 3 mil empresas americanas atuando no Brasil”, detalhou.
Alckmin mencionou que alguns setores já avançaram nas negociações e que, agora, o foco será agricultura e indústria, segmentos que ainda sofrem impacto das alíquotas. A previsão é de que a discussão seja conduzida diretamente pelos chefes de Estado durante o encontro de março.
Para compreender como funciona a estrutura tarifária entre Brasil e EUA, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disponibiliza informações atualizadas sobre acordos comerciais e estatísticas de exportação.

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Com informações de Agência Brasil
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