O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) divulgou neste domingo (15) o falecimento de seu ex-presidente Renato Rabelo, aos 83 anos. Nascido na Bahia, o dirigente foi classificado pela legenda como uma das figuras mais relevantes de sua trajetória.
Rabelo comandou o partido entre 2001 e 2015. Desde 2023, segundo a nota, vinha se dedicando ao tratamento de um câncer. Ele deixa a esposa, Conceição Leiro Vilan, além de filhos.
Entre os feitos destacados pelo PCdoB está a participação de Rabelo, ao lado de João Amazonas, na criação da Frente Brasil Popular (PT, PSB e PCdoB), responsável pelo lançamento da primeira candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, em 1989. A coalizão veria Lula chegar ao Palácio do Planalto em 2002.
Antes da carreira partidária, o baiano foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e enfrentou a repressão instaurada após o golpe militar de 1964. Militante da Ação Popular, integrou o grupo que conduziu a incorporação da organização ao PCdoB em 1973.
Durante a Chacina da Lapa, em 1976, que resultou em assassinatos e prisões de dirigentes comunistas, Rabelo exilou-se na França. O retorno ao país ocorreu com a anistia de 1979.
Ao longo dos anos, dedicou-se especialmente a estreitar relações do PCdoB com nações socialistas como China, Vietnã e Cuba.
Depois de deixar a presidência do partido, assumiu, em abril de 2016, o comando da Fundação Maurício Grabois, onde liderou pesquisas sobre capitalismo contemporâneo, socialismo e desenvolvimento nacional. Em 2025, foi nomeado presidente de honra da entidade.
Em nota, a Fundação ressaltou que Rabelo “pertence à estirpe dos que não se afastam da história quando ela se torna dura”, destacando sua permanência nos princípios mesmo diante de derrotas.
Com informações de Jovem Pan
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