O Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) registrou avanços expressivos no serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. Dados de 2025 mostram a realização de 279 intervenções sob anestesia geral, volume que reforça a vocação da unidade para casos de alta complexidade em urgência e emergência.
Fraturas de mandíbula lideraram a demanda e representaram 41,6% dos procedimentos. Outro grupo relevante foi o de fraturas de maxila e do complexo zigomático-maxilar, que respondeu por 24,4%. Drenagens de abscessos odontogênicos corresponderam a 17,9%, enquanto situações como fraturas nasais, cirurgias da articulação temporomandibular, lesões múltiplas de face, cirurgias ortognáticas, remoções de material de osteossíntese e outras patologias somaram 5%.
Para o responsável técnico do serviço, cirurgião Edvaldo Dória, a consolidação desses números demonstra capacidade de resposta a quadros considerados críticos. “Os dados de 2025 mostram não apenas a alta demanda, mas também a resolutividade do serviço, que hoje executa procedimentos antes inexistentes pelo SUS em Sergipe”, enfatizou.
Menos tempo no leito e fila mais curta
O resultado assistencial teve reflexo direto na gestão hospitalar. A média mensal de pacientes internados pela especialidade caiu 80% em 2025, chegando em algumas semanas a apenas três pessoas internadas. A rotatividade maior de leitos reduz riscos de complicações e amplia a disponibilidade para outros setores.
Outro indicador que chama atenção é o tempo de espera para cirurgias eletivas bucomaxilofaciais: passou a ser, em média, de oito dias. “O paciente é avaliado e, em poucos dias, tem o procedimento programado, o que diminui o risco de agravamento”, explicou Dória.
Procedimentos inéditos pelo SUS
Entre os marcos do ano passado está a realização das primeiras cirurgias ortognáticas da face totalmente financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. A inclusão da técnica amplia o portfólio terapêutico e melhora a qualidade de vida de pacientes que antes precisavam buscar a rede privada.
Enquanto aguarda alta, o autônomo Alberto Geraldo, 27 anos, avalia positivamente o atendimento recebido. “A equipe tem me tratado muito bem ao longo do tempo internado. Sou muito grato por tudo”, relatou.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe
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