O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), divulgou um vídeo na noite deste domingo (22) no qual direciona críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes por suposta interferência na investigação envolvendo o Banco Master. Na gravação, de pouco mais de um minuto, o chefe do Executivo mineiro também convoca uma manifestação na Avenida Paulista para o próximo domingo, dia 1º.
Questionamentos sobre vínculos e contratos
No início do vídeo, Zema pergunta “por que tem tanta pressão para parar a investigação do Banco Master?”, argumentando que o Brasil se tornou a “farra dos intocáveis”. O governador afirma que “são os que mandam, mas não prestam contas, são os que julgam, mas não podem ser julgados, são os que vivem acima da lei”.
Ao mencionar Dias Toffoli, ele recorda que o ministro se afastou do processo, mas indaga: “Como é que alguém vai julgar um banco do qual ele mesmo era sócio?”. Zema também questiona como um magistrado que “sempre viveu de salário público” teria recursos para participar de um resort de luxo, concluindo que “a conta não fecha”.
Em relação a Alexandre de Moraes, o governador cita um “contrato de R$ 129 milhões” entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci. Para Zema, o episódio reforça a sensação de que determinadas autoridades estariam acima do escrutínio público.
Convocação para o dia 1º
Ao final da mensagem, o governador recorda a mobilização popular durante a Operação Lava Jato, classificando-a como a “primeira chance” de enfrentar os chamados “intocáveis”. Segundo ele, “no fim, anularam tudo e a farra continuou”. Zema afirma que a situação volta a se repetir, mas defende que “agora pode ser diferente”, ao convocar a população para se reunir na Avenida Paulista no dia 1º.
Fonte: Jovem Pan
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