Às 2h13 (horário de Brasília, UTC-3), durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly, afirmou que o banco Master inflou artificialmente seus ativos graças a um “alinhamento perverso” entre gestores e investidores, criando uma “ficção contábil”.
De acordo com Accioly, esse superdimensionamento permitia que investidores registrassem balanços mais robustos do que realmente eram, facilitando a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) junto ao Banco Central. “Parece que ele tinha uma solidez que não tinha”, resumiu.
Senadores questionam fiscalização do órgão
Parlamentares cobraram explicações sobre a atuação da autarquia. O senador Eduardo Braga citou casos anteriores, como o das Lojas Americanas, e classificou a situação como “uma orgia no mercado financeiro”, defendendo novas regras para ampliar transparência e rigor na fiscalização.
Mais de 200 processos abertos
O presidente interino da CVM informou que a instituição abriu mais de 200 processos internos referentes ao caso, 24 deles relacionados especificamente às negociações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Master. Segundo ele, a falta de servidores tem retardado o andamento das investigações.
Accioly assegurou que os procedimentos seguem em curso e que os resultados serão divulgados quando concluídos.
Para Sergipe, onde investidores locais acompanham a discussão de perto, eventuais mudanças na legislação podem impactar a confiança no mercado e a adoção de práticas mais rigorosas de transparência.
Fonte: Agência Brasil
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