O deputado federal Paulo Azi (União-BA), designado relator da proposta que extingue a escala 6×1, afirmou que só apresentará seu parecer depois de ouvir a sociedade, os partidos e medir a viabilidade de apoio no Congresso Nacional. Em entrevista à Jovem Pan, ele disse buscar “um consenso mínimo na sociedade e uma maioria consolidada no parlamento”.
Debate constitucional e posições internas do partido
Azi reconheceu que, neste momento, as discussões se concentram na possível inconstitucionalidade do texto, mas ressaltou que o mérito não poderá ser evitado. “Não tem como não discutir o mérito em um texto de tamanha relevância como este”, declarou.
Dentro do próprio União Brasil, a matéria enfrenta resistências. O presidente da sigla, Antônio Rueda, chamou a proposta de “avassaladora” e declarou posição pessoal contrária, avaliando que a mudança seria “um desatino para a economia” e pressionaria a inflação. Rueda disse defender, junto ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, uma articulação nas comissões, especialmente na CCJ, para tentar barrar o avanço do projeto.
Escolha da relatoria e prazo para votação
Paulo Azi contou que recebeu o convite para a relatoria na terça-feira (24) do deputado Hugo Motta, apresentado na matéria como presidente da Câmara dos Deputados. “Sei que é um tema delicado; tem setores a favor e contra, mas acho que o país tem maturidade para enfrentá-lo”, avaliou o parlamentar.
A expectativa é que a votação ocorra em maio. Para que a nova regra seja aprovada, são necessários ao menos 308 dos 513 votos na Câmara.
O deputado Hugo Motta afirmou que o assunto deve ser tratado “sem ideologia, sem atropelos” e sem contaminação eleitoral, destacando que os trabalhadores buscam mais tempo de qualidade para a família e cuidados pessoais diante dos avanços tecnológicos.
Se aprovado, o projeto seguirá para o Senado. Caso o texto seja alterado pelos senadores, retorna à Câmara para decisão final.
Contextualização regional: o debate sobre a jornada 6×1 é acompanhado com expectativa por categorias econômicas e sindicatos em Sergipe, que aguardam definições no Congresso para avaliar impactos na organização do trabalho no Estado.
Fonte: Jovem Pan
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