As cotações internacionais do petróleo oscilaram com força nesta quarta-feira (4) depois que o Irã declarou ter assumido o controle do Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o transporte da commodity, e após ataques dos Estados Unidos e de Israel a instalações iranianas.
Pela manhã, o barril do Brent – referência global – chegou a avançar 0,98%, alcançando US$ 83,07, em meio ao receio de interrupções no fornecimento. No decorrer do pregão, o movimento se inverteu e, por volta das 11h, o Brent recuava 0,22%, cotado a US$ 81,22. No mesmo horário, o WTI, parâmetro do mercado norte-americano, caía 1,02%, negociado a US$ 73,78.
A virada ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar na véspera que a Marinha norte-americana poderia escoltar petroleiros na região, declaração que amenizou parte das preocupações imediatas sobre a segurança do transporte.
Estreito vital para um quinto do fluxo global
Localizado entre Omã e o Irã, o Estreito de Ormuz conecta produtores como Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Aproximadamente 20% do petróleo comercializado no mundo passa por essa rota. Qualquer bloqueio ou ameaça de fechamento tende a pressionar os preços e a elevar o custo da energia em escala global.
Produção na região sofre paralisações
Com a intensificação do conflito, países próximos interromperam parte de suas operações. O Catar suspendeu a produção de gás após ataques, a Arábia Saudita fechou temporariamente a maior refinaria do país e campos de gás em Israel foram paralisados. No Irã, explosões atingiram áreas próximas ao principal terminal de exportação.
O impacto foi imediato: no domingo, dia seguinte aos confrontos, o petróleo disparou cerca de 13% e superou US$ 82 por barril, atingindo o maior patamar desde janeiro de 2025.
Reflexos acompanhados no Brasil
No Brasil, os movimentos do mercado internacional costumam se refletir nos preços internos dos combustíveis. Em Sergipe, onde o consumo de derivados de petróleo influencia diretamente setores como transporte e agricultura, autoridades e consumidores acompanham os desdobramentos com atenção.
Fonte: g1
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