O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Motta Campos, declarou que o país pode alcançar de “três a quatro medalhas” nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. A meta, se confirmada, representará o melhor desempenho do atletismo brasileiro em uma única edição dos Jogos.
Com 21 pódios olímpicos acumulados, a modalidade é a segunda que mais levou o Brasil ao pódio, atrás apenas do judô (28). Caso chegue ao mínimo projetado de três conquistas, o atletismo repetirá a campanha de Pequim 2008, quando foram obtidos um ouro e dois bronzes – estes últimos confirmados anos mais tarde após desclassificações por doping de outras equipes.
Campos citou nomes que considera fundamentais para a meta: Caio Bonfim, campeão mundial e medalhista olímpico na marcha atlética; Juliana Campos, finalista mundial no salto com vara; Alison dos Santos, dono de dois bronzes olímpicos nos 400 m com barreiras; e Luiz Maurício, segundo melhor do mundo no lançamento do dardo em 2025.
Mundial de Marcha em Brasília
A capital federal sediará, em 12 de abril, o Campeonato Mundial por Equipes de Marcha Atlética. As maratonas masculina e feminina (42,2 km) abrem a programação às 7h. Às 7h30, horário em que a transmissão da Record está prevista para começar (Brasília, UTC-3), partem os atletas da categoria sub-20 masculina nos 10 km; a prova feminina da mesma faixa etária larga às 8h30.
A agenda se encerra com as meias-maratonas de 21,1 km – distância que estará no programa olímpico de Los Angeles – com largadas às 11h05 (masculino) e 12h50 (feminino). Todas as provas ocorrerão na Esplanada dos Ministérios, com saída e chegada em frente à Catedral.
Campos destacou o apoio do Governo Federal, da Caixa e das Loterias Caixa para a organização e lembrou que Caio Bonfim competirá “em casa”, fator que pode beneficiar o atleta acostumado ao clima de Brasília.
Planos futuros e desafios de infraestrutura
Além do evento de abril, a CBAt apresentou candidatura para receber o Mundial de Corrida de Rua em 2028. O dirigente também revelou o desejo de trazer ao país um Campeonato Mundial de Atletismo completo, mas reconheceu entraves estruturais. Segundo ele, o Estádio Nilton Santos (Engenhão), no Rio de Janeiro, é o único com duas pistas – exigência da federação internacional –, mas a grama natural foi substituída pela sintética. A solução mais rápida, avaliou, seria reinstalar o gramado original.
Fonte: Agência Brasil
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