O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9) que avalia tomar o controle do Estreito de Ormuz, passagem estratégica situada entre Omã e Irã por onde circula aproximadamente 20% do petróleo comercializado no planeta. A declaração foi dada em entrevista à CBS News e ocorre em meio à pressão do mercado, que levou a cotação do barril a se aproximar de US$ 120 e provocou queda nas bolsas de valores ao redor do mundo.
O avanço dos preços está ligado ao conflito que envolve Irã, Israel e Estados Unidos. Forças iranianas ameaçaram atacar embarcações que percorrem a rota, localizada entre o território iraniano e a Península Arábica. Trump negou que o estreito esteja fechado, como alegou Teerã, e disse que Washington “poderia fazer muita coisa” na área, inclusive assumir o controle da região.
Ameaça direta ao Irã
Durante a entrevista, o presidente norte-americano advertiu que o Irã enfrentaria represálias severas caso interferisse na navegação. “Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente”, afirmou, acrescentando que Teerã “já disparou tudo o que tinha para disparar”. Trump também declarou que a guerra contra o Irã está “praticamente concluída” e deve terminar em breve. Após essas falas, o preço do petróleo começou a recuar.
Importância do Estreito de Ormuz
Conectando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, o Estreito de Ormuz é rota vital para navios que transportam petróleo do Oriente Médio para a Ásia, Europa e Américas. A relevância da passagem data da Antiguidade, quando servia de corredor comercial entre Pérsia, Mesopotâmia e Índia. Séculos depois, potências europeias disputaram a área para proteger rotas marítimas, e a descoberta de grandes reservas de petróleo no século XX consolidou o valor estratégico do local. Durante a guerra Irã-Iraque (1980-1988), petroleiros foram alvo de ataques, levando os Estados Unidos a escoltar navios na região. Desde então, o estreito permanece como um dos principais focos de tensão geopolítica.
Além do petróleo, parcela significativa do gás natural exportado pelo Catar atravessa o canal. Qualquer interrupção prolongada na rota tende a afetar os preços globais de energia e os mercados financeiros.
Em Sergipe, estado que acompanha de perto as oscilações dos combustíveis por influência na atividade econômica local, a evolução do cenário internacional é observada com atenção por setores como transporte e indústria.
Fonte: g1
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