O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), protocolou um requerimento no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que sejam investigadas as circunstâncias do vazamento de “dados sigilosos” que, segundo ele, teriam sido “manipulados”. A iniciativa foi anunciada em vídeo publicado nas redes sociais, no qual o político também se colocou “inteiramente à disposição” das autoridades para prestar esclarecimentos.
Pagamentos identificados em reportagem
A reação de ACM Neto ocorreu depois da divulgação, pelo jornal O Globo, de que uma de suas empresas recebeu R$ 1,7 milhão do Banco Master e quase R$ 1,8 milhão da gestora de recursos Reag. Conforme o documento citado pela reportagem, os repasses foram realizados em dezembro de 2022 e no período de março de 2023 a maio de 2024.
No vídeo, o ex-prefeito afirmou que, ao deixar a prefeitura, passou a dedicar parte do tempo a atividades empresariais, entre elas uma consultoria que atendeu o Master e a Reag. “Todos os contratos foram feitos de maneira totalmente transparente”, declarou. Ele acrescentou que as instituições “estavam entre as principais do país” quando os acordos foram firmados e classificou as atividades como “corretas e lícitas”.
ACM Neto também afirmou que pretende “lutar contra a perseguição política” e contra o que chamou de “manipulação” por parte de adversários. “No final, é a verdade que prevalece”, concluiu.
Fonte: Jovem Pan
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