O mês de março colocará a seleção feminina de rugby do Brasil, as Yaras, diante de dois compromissos decisivos pela segunda divisão do Circuito Mundial de sevens. A equipe atua em Montevidéu, no Estádio Charrúa, nos dias 21 e 22, e volta a campo em São Paulo, no Estádio Nicolau Alayon, em 28 e 29, na disputa por uma das quatro vagas que garantem acesso à elite da modalidade.
Velocidade de 30 km/h e 127 tries na carreira
Destaque do grupo, a maranhense Thalia Costa, 28 anos, integra o “Time dos Sonhos” da temporada passada, honraria reservada a apenas sete atletas de todo o planeta. Com 127 tries em sete participações no circuito – 29 deles anotados na última temporada – ela ocupa o 14º lugar no ranking histórico de pontuadoras.
Especialista em arrancadas acima de 30 quilômetros por hora, Thalia migrou do atletismo para o rugby em 2017. Dois anos depois, foi convocada para a seleção e se mudou para São Paulo, onde treina ao lado da irmã gêmea, Thalita. “Às vezes me pergunto se jogo tudo isso, mas vejo que ainda estou evoluindo”, afirmou a jogadora à TV Brasil.
A técnica neozelandesa Crystal Kaua descreve a velocista como “pequena e veloz, capaz de encontrar espaços como motocicletas em São Paulo”. Já Thalita credita à irmã a inspiração para permanecer no esporte: “Sempre fizemos tudo juntas; é um privilégio enorme tê-la como referência”.
Experiência no Japão e responsabilidade no grupo
Depois do circuito de 2025, Thalia disputou a liga japonesa pelo Mie Pearls, ao lado da também brasileira Gabriela Lima, e comemorou conquistas inéditas do clube. “Nunca pensei em sair do Brasil, mas a experiência foi incrível”, relatou.
A artilheira participou das Olimpíadas de 2020 e 2024 e faturou bronze no Pan de Santiago-2023. Agora, tem a missão de liderar uma seleção em renovação. “Sinto o dever de tornar essa transição a melhor possível. Estamos começando a conectar nosso jogo”, disse.
Situação no circuito
Na etapa inaugural da segunda divisão, realizada em Nairobi em 14 e 15 de fevereiro, o Brasil somou uma vitória em cinco partidas e terminou em sexto lugar. A liderança ficou com a Argentina, seguida por África do Sul, Espanha, China e Quênia. Para chegar ao Campeonato Mundial, que reunirá 12 times e passará por Hong Kong, Valladolid e Bordeaux, as Yaras precisam figurar entre as quatro melhores ao fim das duas próximas etapas.
Fonte: Agência Brasil
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