Governo federal – Ministério da Fazenda e Palácio do Planalto afastaram a ideia de federalizar o Banco de Brasília (BRB) ou injetar recursos públicos para reforçar o capital da instituição controlada pelo governo do Distrito Federal.
Participação de bancos estatais descartada
Segundo fontes do governo, o BRB buscou diretamente a Caixa Econômica Federal, mas qualquer movimento dependeria de aval do Planalto, já que a Caixa é 100% estatal.
O mercado também cogitou a entrada do Banco do Brasil (BB) por meio de federalização. A hipótese foi rejeitada pelo governo, e o BB informou ao Tribunal de Contas da União (TCU) não existir estudo sobre o tema.
Capitalização bilionária em debate
A atual gestão do BRB admite necessidade de mais de R$ 8 bilhões em capital. Investidores falam em valores que superam R$ 15 bilhões.
A credibilidade do banco é vista como crucial para a venda de cotas de um fundo imobiliário atrelado a imóveis transferidos pelo Governo do Distrito Federal, operação que enfrenta questionamentos na Justiça.
O BRB cancelou uma assembleia geral e terá de atrair novos investidores para cobrir o rombo identificado após negociações com o banco Master.
Origem da crise
As dificuldades vieram à tona durante investigações sobre a tentativa de compra do Master pelo BRB, veto imposto pelo Banco Central.
Há indícios de que o Master repassou ao BRB R$ 12 bilhões em carteiras de crédito falsas ou sem lastro.
Próximos passos
A instituição precisa apresentar, até o fim de março, o orçamento de 2025. Os números serão examinados pelo mercado e pelo Banco Central para avaliar a manutenção da liquidez.
Integrantes do governo afirmam que a Fazenda ainda não conhece o tamanho exato do déficit.
Paralelamente, a Justiça do Distrito Federal suspendeu a lei que permitia o uso de terrenos públicos como garantia para empréstimos concedidos pelo BRB.
Fonte: g1
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