Rio de Janeiro (RJ) – O Ministério Público fluminense denunciou, na última quinta-feira (19), Raimunda Veras Magalhães, ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por supostamente lavar R$ 8,5 milhões obtidos pelo miliciano Adriano da Nóbrega com jogo do bicho e venda de imóveis em Copacabana.
- Em resumo: Mandados de prisão e buscas miram rede que, segundo o MP, “recebia, movimentava e ocultava” dinheiro da milícia.
Operação Legado expõe engenharia financeira da milícia
Promotores afirmam que Raimunda e empresas de fachada atuavam como peças-chave para mascarar os lucros ilícitos, enquanto bancas de aposta serviam de cash in. Os investigadores citam parceria com o bicheiro Bernardo Belo e ressaltam que a movimentação chegou a R$ 8,5 milhões.
O esquema foi desarticulado durante a Operação Legado, que também mirou dois alvos de prisão e seis endereços de busca. Entre os denunciados estão o deputado federal Juninho do Pneu (União Brasil-RJ) e Júlia Lotuffo, ex-companheira de Adriano.
“A organização criminosa teria movimentado mais de R$ 8,5 milhões por meio da exploração do jogo do bicho em Copacabana, além da venda de imóveis”, destaca a denúncia.
Nó político e impacto na segurança pública
Flávio Bolsonaro não é citado na peça acusatória, mas a presença de sua ex-assessora reaquece o debate sobre vínculos políticos com grupos paramilitares. Dados do Atlas da Violência mostram que áreas dominadas por milícias registram índices de homicídio até 20% maiores que a média nacional, reforçando a gravidade do caso.
A morte de Adriano da Nóbrega, em 2022, foi tratada como ponto de ruptura no grupo, mas a investigação sugere que o fluxo financeiro continuou ativo mesmo após a operação na Bahia que resultou no óbito do ex-PM.
Crédito da imagem: Divulgação / MPRJ
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