Aracaju/SE – Dois dias depois de o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE) confirmar a ilegalidade da greve dos professores da rede estadual, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) recebeu representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica de Sergipe (Sintese) para uma conversa tensa, mas considerada essencial para o futuro imediato das escolas públicas.
- Em resumo: PGE quer cronograma de reposição de aulas e Sintese tenta evitar novas sanções.
Por que o encontro muda o jogo?
A reunião foi marcada pela urgência: com o calendário letivo comprometido, o governo precisa garantir que os 160 mil alunos da rede estadual não percam o ano. Já o Sintese tenta reverter possíveis multas e responsabilizações, depois da decisão judicial que considerou o movimento paredista irregular, conforme dados do Ministério da Educação sobre impacto de paralisações.
Fontes da PGE afirmaram que o sindicato terá de apresentar, até o fim da semana, um plano de reposição de aulas e um compromisso público de não retomar a greve sem aviso prévio.
“O Tribunal foi claro ao declarar a ilegalidade da greve deflagrada pelo sindicato. Agora, buscamos soluções práticas”, pontuou um procurador presente à negociação.
O que está em jogo para professores e alunos?
Além da reposição do conteúdo perdido, discutiu-se também o pagamento dos dias parados e a possibilidade de um reajuste escalonado ainda neste semestre. A PGE sinalizou que qualquer avanço salarial dependerá da estabilidade do calendário e do cumprimento de metas de aprendizagem.
Do lado sindical, a principal preocupação é impedir descontos nos contracheques dos educadores e recuperar a imagem do movimento junto à comunidade escolar. Analistas lembram que, historicamente, decisões judiciais semelhantes abriram espaço para acordos mais rápidos, desde que ambas as partes mantenham a interlocução aberta.
Crédito da imagem: Divulgação
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