Bogotá/Colômbia – Em discurso na cúpula da Celac, no último sábado, o presidente Lula atacou as invasões militares dos Estados Unidos, denunciou a “paralisia” do Conselho de Segurança da ONU e alertou para uma nova tentativa de colonização, agora focada em minerais críticos da América Latina e da África. A fala foi registrada às 3h13 (Brasília UTC-3) e sacudiu o fórum Celac-África ao pedir reação imediata dos países em desenvolvimento.
- Em resumo: Lula acusou grandes potências de usarem guerras e mercado para controlar reservas estratégicas.
Choque no plenário: “não somos mais colônias”
Ao lembrar sucessivas intervenções norte-americanas, Lula ironizou justificativas como a busca por “armas químicas” que nunca apareceram. Para o presidente, a ONU perdeu relevância justamente porque seus membros permanentes alimentam os conflitos que deveriam coibir, segundo dados oficiais da Câmara dos Deputados sobre missões internacionais.
O petista emendou que potências querem “se intrometer e ferir a integridade territorial” de nações soberanas, repetindo que a ONU precisa ser reformada para recuperar credibilidade.
“Nós não podemos viver mais num mundo de mentiras, em que se constrói o inimigo para justificar destruição”, disparou Lula.
Disputa por terras raras coloca região na mira
Lula reforçou que, depois de extrair ouro e petróleo, países ricos voltam-se agora a terras raras usadas em carros elétricos e equipamentos de alta tecnologia. O presidente teme que a corrida geopolítica pelos minerais críticos amplie a pressão sobre economias latino-americanas e africanas.
Entre os temas paralelos da Celac estão combate à fome, transição energética e tensão política em Venezuela e Cuba, pontos que Lula avaliou como “indissociáveis” da soberania sobre recursos naturais.
Crédito da imagem: Divulgação
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