ARACAJU/SE – Uma força-tarefa da Secretaria de Estado da Saúde (SES) transformou o abastecimento hídrico sergipano e já reflete na queda dos casos de doenças diarreicas, historicamente associadas à água contaminada.
- Em resumo: 14 mil coletas renderam 75 mil análises que estancaram surtos de enfermidades ligadas ao saneamento.
Monitoramento recorde: o que mudou no cano e na vida do sergipano
A Gerência de Vigilância em Saúde Ambiental (GVSAM) intensificou, em 2025, inspeções sanitárias, coleta de amostras e exames laboratoriais em todo o estado. O volume – mais de 14 mil coletas – foi processado pelo Lacen, somando 75 mil avaliações químicas e microbiológicas. Dados do Ministério da Saúde apontam que o reforço no controle da água é uma das estratégias mais eficientes para conter doenças de veiculação hídrica.
Além do laboratório, equipes técnicas visitam sistemas de abastecimento para orientar gestores municipais e treinar profissionais sobre manejo seguro dos recursos. O resultado: queda consistente nos registros de enfermidades relacionadas ao consumo de água imprópria, confirmada pelos boletins epidemiológicos da SES.
“O estado tem registrado redução progressiva de enfermidades relacionadas à água contaminada, como as doenças diarreicas agudas”, destaca Alexsandro Bueno, gerente da GVSAM.
Do laboratório à torneira: prevenção que começa na escola
Durante todo o mês de março, palestras em escolas, feiras de saúde e visitas comunitárias levaram orientações simples – ferver a água, limpar caixas d’água, descartar lixo corretamente – para centenas de famílias. A mobilização integra o Programa Vigiagua e reforça o Plano de Segurança da Água (PSA), exigido pelo Ministério da Saúde, que mapeia riscos desde a captação até a distribuição.
Para afinar esse mapeamento, técnicos da SES participam de capacitação nacional entre 6 e 9 de abril, em Brasília. O treinamento inclui vistorias práticas em sistemas de abastecimento e deve acelerar a implementação do PSA em cada município sergipano, elevando ainda mais a barreira contra contaminações.
Crédito da imagem: Divulgação / SES
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