Aracaju/SE – Recentemente, o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) concluiu a 14ª captação de órgãos de 2026, após a família de um paciente com morte encefálica autorizar a doação que pode beneficiar vários sergipanos na fila de transplante.
- Em resumo: decisão da família garante novos órgãos para pacientes locais e reforça a urgência em ampliar o número de doadores.
Como a autorização familiar acelerou o resgate de vidas
Segundo o protocolo do Ministério da Saúde, a doação só avança quando parentes de primeiro grau confirmam a vontade do ente falecido. No caso mais recente, a anuência veio horas após o diagnóstico de morte encefálica, permitindo que a equipe do Huse extraísse rim, fígado e córneas dentro da chamada “janela de ouro”.
A logística da captação contou com anestesistas, cirurgiões e agentes da Central de Transplantes de Sergipe, que garantiram a integridade dos órgãos até o transporte para receptores prioritários no próprio estado.
“Transformar dor em esperança de vida mostra o poder da doação de órgãos”, destacou a equipe do Huse.
Fila de espera e impacto local
Embora Sergipe apresente aumento gradual nas autorizações, ainda há dezenas de pacientes aguardando transplante de rim e córnea. Cada família que diz “sim” reduz esse déficit e eleva o índice estadual de captações, que já se aproxima dos números de 2025.
A 14ª cirurgia confirma a tendência de evolução, mas especialistas lembram que a média nacional segue distante da meta recomendada pela pasta federal, reforçando a necessidade de campanhas permanentes de conscientização em escolas, empresas e unidades de saúde.
Crédito da imagem: Divulgação
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