São Paulo – Fundo Garantidor de Créditos (FGC) – Semanas depois do início dos pagamentos ligados à liquidação do conglomerado Banco Master, cerca de 68 mil investidores ainda não moveram um dedo para resgatar o que têm direito. O montante já liberado soma R$ 39,2 bilhões, 96% do previsto, mas esse grupo corre o risco de perder o dinheiro se ignorar o prazo de cinco anos.
- Em resumo: 89% dos credores já receberam; 11% seguem inertes, mesmo com o relógio do FGC em contagem regressiva.
Por que tanta gente ainda não pediu?
Especialistas do FGC apontam desinformação e falta de cadastro no app oficial como principais motivos. Muitos investidores nem lembram onde aplicaram ou não acompanham notificações bancárias. O alerta vale também para herdeiros: quando o titular falece, o valor só é pago ao inventariante, após tratativas diretas com o fundo.
O procedimento é simples: baixar o aplicativo, confirmar CPF e dados pessoais, checar se há valor disponível e indicar uma conta bancária de mesma titularidade. Todo o processo segue as diretrizes do Banco Central para liquidações extrajudiciais.
Até R$ 250 mil por instituição são cobertos, com teto de R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ a cada quatro anos.
Passo a passo para garantir o seu dinheiro
1. Instale o aplicativo do FGC e conclua o cadastro.
2. Aguarde a liberação da lista de credores pelo liquidante.
3. Solicite o pagamento, informe conta de sua titularidade e realize a validação biométrica.
4. Para empresas, o pedido é feito pelo Portal do Investidor; espólios tratam direto com o FGC.
Se o valor ultrapassar o limite de cobertura, o restante entra na massa falida como crédito quirografário – sem garantia de recebimento.
Outros casos em andamento
Além do Banco Master, o FGC paga credores do Banco Pleno (R$ 2,5 bi já quitados) e do Will Bank, cuja fatura pode chegar a R$ 6,3 bi. Ficar de fora da fila pode significar perder prazos e, no limite, dinheiro.
Para mais informações sobre medidas que afetam o seu bolso, confira também as atualizações na editoria de Economia do Se Por Dentro.
Crédito da imagem: Divulgação / LinkedIn
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