Brasília – Divulgada às 3h27 (horário de Brasília), a decisão do governo de endurecer o piso mínimo do frete colocou um freio imediato na ameaça de greve dos caminhoneiros, que agora se mobilizam para garantir a aprovação da medida provisória no Congresso.
- Em resumo: novas multas que chegam a R$ 10 milhões e até cassação de registro travam a paralisação.
Mudança de rota: punições pesadas na mesa
Publicada na última quinta-feira, a MP fixa valores obrigatórios para o frete e cria um escalonamento de sanções que pode retirar do mercado empresas reincidentes. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, avisou que a base governista já articula a tramitação na Câmara para evitar que o texto caduque.
Segundo Boulos, a fiscalização será “tolerância zero” com transportadoras que descumprirem o piso, resposta considerada determinante pelos líderes da categoria para suspender a paralisação.
“O piso mínimo é lei. Não é opção de uma empresa pagar ou não. Quem ignorar pode perder até o registro de operação”, destacou o ministro.
Diesel pressionado e ICMS no alvo dos protestos
O aumento recente do diesel, atribuído a “especulação de distribuidoras”, também entrou no pacote de ações. Mais de mil operações de força-tarefa já foram feitas em postos e distribuidoras, de acordo com o governo.
Boulos ainda criticou governadores que rejeitaram reduzir o ICMS sobre combustíveis, alegando que o custo não pode recair sobre os caminhoneiros. Para Luciano Santos, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos da Baixada Santista e Vale do Ribeira, o avanço na negociação “trouxe de volta a dignidade” à categoria, mas a vigilância sobre os parlamentares continuará até o prazo final de 120 dias.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil
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