ARACAJU/SE – A Ronda Maria da Penha, executada pela Polícia Militar de Sergipe, ganhou fôlego extra recentemente e passou a ser vista pelas vítimas não só como fiscalização de medidas protetivas, mas como ponto de apoio decisivo para quebrar o silêncio e interromper o ciclo de violência doméstica.
- Em resumo: patrulhamento se transformou em rede de acolhimento, oferecendo segurança e orientação para que as mulheres retomem o controle da própria história.
Por que o patrulhamento virou linha de frente contra o medo
Além de verificar se o agressor cumpre a ordem judicial, a equipe atua de forma preventiva: conversa com a vítima, mapeia riscos e faz o elo com a assistência social. O reforço ocorre num cenário em que o Brasil registrou, em 2022, 1.437 feminicídios, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dado que evidencia a urgência de iniciativas proativas.
O contato frequente das agentes com as mulheres ajuda a reduzir a sensação de isolamento, apontada por especialistas como gatilho que dificulta denúncias e saídas seguras.
“Mais do que fiscalizar medidas protetivas, serviço realizado pela Polícia Militar atua como rede de apoio e incentivo para que vítimas rompam o ciclo da violência.”
Efeito multiplicador: segurança que incentiva novas denúncias
A presença uniformizada nas ruas e visitas periódicas ainda serve de estímulo para que vizinhos e familiares reconheçam sinais de agressão, ampliando a rede de proteção informal. Para as autoridades, cada mulher que rompe o silêncio inspira outras e acelera a propagação de denúncias.
Especialistas avaliam que o acolhimento imediato – emocional e jurídico – é peça-chave para aumentar a confiança no Estado e evitar que a violência avance para crimes irreversíveis.
Crédito da imagem: Divulgação
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