São Paulo (SP) – Em artigo publicado nesta segunda-feira (30) nos jornais dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a exigir a reforma do órgão da ONU, alegando que a estrutura atual falha em conter conflitos como a guerra contra o Irã – e, segundo ele, pesa diretamente no bolso do brasileiro via aumento dos combustíveis.
- Em resumo: Lula critica inação da ONU, liga guerra à alta da gasolina e anuncia R$ 290 milhões para cursinhos populares.
Por que a reforma do Conselho virou urgência?
No evento que celebrou 21 anos do Prouni e 14 anos da Lei de Cotas, na Arena Anhembi, o presidente afirmou que os cinco países com assento fixo – China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia – “foram criados para manter a paz, mas estão fazendo guerra”. Ele citou bloqueios a Cuba, Venezuela e Irã como exemplos do impasse diplomático, reiterando que os reflexos já são sentidos na bomba de combustível. Dados sobre a atuação do órgão podem ser consultados na Câmara dos Deputados.
Lula declarou que o governo aciona Polícia Federal, Ministério Público e demais órgãos de fiscalização para impedir que atravessadores repassem aumentos ao consumidor final, mesmo quando a Petrobras reduz o preço nas refinarias.
“Nós só vamos sossegar quando o preço do óleo diesel não subir, porque a guerra é do Trump, a guerra não é do povo brasileiro, e a gente não tem que ser vítima dessa guerra”, disse Lula.
R$ 290 milhões para reduzir desigualdades no vestibular
Ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, o presidente anunciou a ampliação da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP). Segundo Santana, mais de 1,2 mil unidades se inscreveram neste ano e todas receberão apoio.
Serão liberados R$ 290 milhões, com até R$ 163 mil por cursinho para pagar professores, coordenação e equipe técnica. Cada unidade ainda poderá oferecer auxílio-permanência de R$ 200 mensais durante seis meses a até 40 estudantes.
Hip hop como política de inclusão
Na mesma cerimônia, Santana assinou a portaria que cria a Escola Nacional de Hip Hop, iniciativa voltada a fortalecer a identidade de alunos negros por meio da cultura urbana.
Crédito da imagem: Divulgação
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