Aracaju/SE – O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE) reforçou, recentemente, o controle da água usada por clínicas de hemodiálise, passo crucial para evitar que contaminantes químicos ou biológicos entrem direto na corrente sanguínea de pacientes e desencadeiem febre, calafrios ou até septicemia.
- Em resumo: testes detectam bactérias e metais que, em excesso, podem intoxicar pacientes renal crônico.
Por que a pureza da água é vital na hemodiálise
A cada sessão, o organismo do paciente é exposto a até 120 litros de água tratada. Qualquer falha pode abrir caminho para bactérias heterotróficas, endotoxinas ou metais como alumínio e magnésio. Segundo o Ministério da Saúde, esses agentes estão associados a infecções sistêmicas e episódios de náusea, vômito e intoxicação aguda.
Nas bancadas do Lacen, amostras passam por análises microbiológicas e físico-químicas que buscam desde cloro residual a flúor fora de padrão, em consonância com a RDC nº 11/2014 da Anvisa.
“Esse trabalho garante que a água utilizada nos procedimentos de hemodiálise esteja dentro dos padrões exigidos, reduzindo riscos e assegurando mais qualidade e segurança no atendimento”, destacou o superintendente Cliomar Alves.
Monitoramento contínuo indica tendência para 2026
Em 2025, 17 amostras de diferentes clínicas passaram pelo laboratório. Nos primeiros meses deste ano, mais quatro já foram avaliadas, sinalizando que o acompanhamento seguirá frequente até 2026, prazo em que novas exigências da Anvisa entram em vigor.
Além de orientar correções imediatas, os relatórios técnicos do Lacen subsidiam a Vigilância Sanitária Estadual, que pode aplicar sanções ou até interditar serviços quando os laudos indiquem risco iminente à saúde pública.
O avanço do controle de qualidade também atende a uma preocupação crescente de nefrologistas: manter a taxa de infecções relacionadas à diálise abaixo da média nacional, hoje em 3,7 casos por mil pacientes, de acordo com levantamentos do setor.
Para saber como outras ações de saúde pública estão sendo reforçadas no estado, acompanhe a editoria em nosso canal de Saúde.
Crédito da imagem: Divulgação / Ascom FSPH
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