Aracaju/SE – Na última quarta-feira, 1º de maio, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reuniu profissionais da Atenção Primária para um curso relâmpago que promete encurtar o caminho entre a suspeita e o diagnóstico do câncer de mama em Sergipe.
- Em resumo: equipe treinada deve reconhecer sinais, agilizar encaminhamentos e aumentar a taxa de cura.
Por que o treinamento muda o jogo
Ao padronizar protocolos de rastreamento e encaminhamento, a SES quer eliminar gargalos que ainda retardam a confirmação da doença. A iniciativa segue recomendações do Ministério da Saúde sobre detecção precoce, mas foca na realidade dos 75 municípios sergipanos.
Nesse novo fluxo, a porta de entrada — o posto de saúde — ganha papel decisivo: enfermeiros e médicos devem identificar qualquer alteração suspeita e gerar o encaminhamento digital em poucos minutos, reduzindo as filas para consulta especializada.
“Nosso objetivo é garantir que o paciente tenha mais agilidade no diagnóstico e no encaminhamento, permitindo um tratamento mais eficiente e em tempo oportuno”, destacou Fabiani Carvalho, referência técnica da SES.
O impacto direto para as pacientes
Com o olhar clínico mais apurado, profissionais de municípios como Indiaroba pretendem dobrar a taxa de detecção precoce, fase em que as chances de cura ultrapassam 90%. A enfermeira Moara Oliveira resume: “Identificar cedo faz toda a diferença”.
Já no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), a expectativa é de que os diagnósticos confirmados cheguem mais rápido, antecipando cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Para Zaira Freitas, gerente assistencial do Caism, “o prognóstico melhora quando encurtamos esse intervalo”.
Crédito da imagem: Divulgação / Nucom Funesa
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