Aracaju/SE – Sergipe acaba de confirmar a quarta posição no ranking nacional de produção de camarão, status que vem movimentando fazendas aquícolas, indústrias de beneficiamento e postos de trabalho em todas as regiões do estado.
- Em resumo: Cadeia integrada do berçário ao filetagem eleva faturamento e coloca Sergipe no radar de investidores.
Da larvicultura ao prato: entenda a engrenagem
O avanço começa nos viveiros de larvas instalados no baixo São Francisco e no litoral sul. Ali, a assistência técnica do Governo do Estado orienta pequenos e médios produtores sobre manejo, densidade de criação e controle sanitário. Segundo dados da Emdagro, a produtividade média sergipana já supera 1,6 tonelada por hectare, índice superior ao registrado no Nordeste há cinco anos.
Depois da engorda, o crustáceo segue para frigoríficos certificados que garantem rastreabilidade e inspeção permanente. Com selos de qualidade, o produto chega aos grandes centros do Sudeste e a mercados externos cada vez mais exigentes.
“Da produção de larvas ao beneficiamento industrial, a atividade reúne produtores, apoio estatal e fiscalização sanitária, movimentando a economia em várias regiões”, destaca relatório técnico do governo.
Impacto econômico e novos desafios
A aquicultura já responde por milhares de empregos diretos e indiretos, fortalecendo municípios como Itaporanga d’Ajuda, Estância e Pirambu. O crescimento também pressiona por infraestrutura: estradas para escoamento, energia estável para aeração dos viveiros e linhas de crédito específicas.
Especialistas alertam que a consolidação no mercado depende de protocolos rígidos contra enfermidades virais e de capacitação constante. A introdução de tecnologia de recirculação de água e o uso de alimentação balanceada prometem manter a competitividade sergipana.
Crédito da imagem: Divulgação / Governo de Sergipe
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