ARACAJU — Nesta segunda-feira (27/04), o Tribunal do Júri do Fórum Gumercindo Bessa iniciou o julgamento da mãe e do padrasto acusados de espancar e abusar sexualmente a filha de dois anos, morta em outubro de 2022.
- Em resumo: padrasto confessou violência física e sexual; mãe é apontada como conivente.
Confissão do padrasto e detalhes das agressões
De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o padrasto – preso desde 2022 – admitiu ter cometido as agressões que levaram ao politraumatismo fatal, além de abusos sexuais reiterados. O órgão também constatou indícios de que outra filha da mulher, irmã da vítima, sofreu violências semelhantes.
Dados do Atlas da Violência mostram que crianças pequenas figuram entre as vítimas mais vulneráveis nos casos de homicídio qualificado, reforçando a gravidade do crime apurado em Sergipe.
Mãe é acusada de conivência
As investigações indicam que a mãe, igualmente presa, participava das agressões físicas e não acionou as autoridades ao perceber os abusos sexuais praticados contra as filhas. A Polícia Civil afirma que ela poderá responder pelo mesmo conjunto de crimes atribuídos ao companheiro.
Processo corre em sigilo
Por envolver vítimas menores de idade e crimes de violência sexual, o processo tramita em sigilo. Até o momento, o Poder Judiciário não informou previsão para a conclusão do júri popular.


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Crédito da imagem: Reprodução / TV Sergipe
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